CERAC conquista prêmio nacional e leva o Piauí ao pódio da sociobiodiversidade

Entidade de Parnaíba ficou em 2º lugar e investirá recurso em projeto no Semiárido

O Centro Regional de Assessoria e Capacitação (CERAC), com sede em Parnaíba, conquistou o segundo lugar na 2ª edição do Prêmio das Organizações Guardiãs da Sociobiodiversidade, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Única representante do Piauí entre as instituições reconhecidas, a entidade foi premiada pelo trabalho desenvolvido com agricultura familiar, agroecologia e preservação de conhecimentos tradicionais.

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CERAC foi a única organização do Piauí premiada entre as Guardiãs da Sociobiodiversidade.

O Centro Regional de Assessoria e Capacitação (CERAC), organização sediada em Parnaíba, alcançou o segundo lugar na 2ª edição do Prêmio das Organizações Guardiãs da Sociobiodiversidade, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) voltada ao reconhecimento de projetos de conservação ambiental e valorização dos saberes tradicionais.

A instituição foi a única representante do Piauí entre as organizações premiadas nesta edição. O reconhecimento ocorreu na categoria Agricultores Tradicionais, destinada a iniciativas que promovem a proteção da biodiversidade e o fortalecimento da agricultura sustentável por meio da preservação de conhecimentos transmitidos entre gerações.

A cerimônia de premiação está marcada para o próximo dia 17 de junho, em Brasília. Os recursos destinados às organizações contempladas são provenientes do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB) e têm como objetivo fortalecer ações locais voltadas à sociobiodiversidade.

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Fundado em 2003, o CERAC atua no fortalecimento da agricultura familiar de base agroecológica, desenvolvendo projetos de capacitação, inclusão social, equidade de gênero e preservação ambiental. Entre suas principais frentes de trabalho está a conservação das sementes crioulas, conhecidas no estado como “sementes da fartura”, consideradas patrimônio cultural e ambiental das comunidades rurais do Semiárido.

Segundo a entidade, essas sementes desempenham papel estratégico para a segurança alimentar das famílias agricultoras, além de contribuírem para a preservação da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais associados ao cultivo agrícola.

Para José Maria Saraiva, um dos fundadores do CERAC e guardião das sementes da fartura, a conquista representa o reconhecimento de mais de duas décadas de atuação em defesa da agroecologia e da conservação dos recursos naturais. Ele destaca que o prêmio reforça a importância das ações voltadas à preservação e multiplicação das sementes tradicionais no Semiárido piauiense.

A presidente da instituição, Paula Andreas, afirma que o resultado fortalece o trabalho desenvolvido pela organização em favor de uma agricultura de baixo impacto ambiental. Segundo ela, o reconhecimento ocorre em um contexto de desafios crescentes para as comunidades rurais diante das mudanças climáticas e das pressões sobre os recursos naturais da região.

Ao todo, 50 organizações foram selecionadas na premiação, distribuídas entre segmentos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais. Cada iniciativa contemplada receberá R$ 50 mil para apoiar ações de fortalecimento da sociobiodiversidade.

O recurso destinado ao CERAC será aplicado no Assentamento Pedra Branca, na zona rural de Pedro II. A entidade pretende ampliar a estrutura da Escolinha de Agroecologia e iniciar a construção de um Centro de Pesquisa e Multiplicação das Sementes da Fartura, projeto desenvolvido junto à Casa de Sementes da Fartura Lauro Chaves dos Santos.

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A expectativa é que os investimentos ampliem as atividades de formação de jovens agricultores e contribuam para a preservação do patrimônio genético e cultural associado à agricultura familiar no Semiárido piauiense.

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