A nova pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, realizada entre 19 e 24 de fevereiro de 2026, traça um novo retrato de polarização e que a disputa se intensificou para as eleições presidenciais.
Os números mostram que 51,5% dos brasileiros desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 46,6% aprovam. Outros 1,8% não souberam responder. A diferença consolida maioria de desaprovação no momento em que o governo se aproxima da metade do mandato.
Na avaliação qualitativa da gestão, 48,4% classificam o governo como ruim ou péssimo. Já 42,7% consideram ótimo ou bom, enquanto 8,9% avaliam como regular. O saldo negativo de 5,7 pontos percentuais indica um ambiente político desafiador para o Palácio do Planalto.
Apesar disso, Lula mantém força eleitoral. Em uma simulação que repete o cenário de 2022, com Lula e Jair Bolsonaro na disputa, o petista aparece com 44,9% das intenções de voto, contra 43,4% do ex-presidente. Ciro Gomes registra 3,8% e Simone Tebet, 2,0%. Brancos e nulos somam 3,8%, e 1,2% não souberam responder. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.
Nos cenários de primeiro turno com Lula enfrentando nomes do campo conservador, o presidente também lidera. Em um dos quadros testados, Lula registra 45,0%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 37,9%. Ronaldo Caiado aparece com 4,9%, Romeu Zema com 3,9%, Renan Santos com 2,9% e Aldo Rebelo com 1,1%. Brancos e nulos somam 3,8%.
Em outro cenário, Lula mantém 45,1%, enquanto Flávio Bolsonaro sobe para 39,5%. Romeu Zema marca 3,9% e Ratinho Jr., 3,8%. Os demais nomes permanecem abaixo de 4%. Os dados indicam que, embora a oposição tenha um polo competitivo, os candidatos alternativos ainda não romperam a fragmentação do campo não governista
Os cruzamentos demográficos revelam divisões consistentes. A desaprovação é mais elevada entre homens, eleitores de renda mais alta e com ensino superior completo. A aprovação é relativamente mais forte entre mulheres, eleitores de menor renda e no Nordeste. Regionalmente, Sul e parte do Centro-Oeste concentram avaliações mais negativas, enquanto o Nordeste segue como principal base eleitoral do presidente Lula.
A pesquisa também mediu rejeição e cenários de segundo turno, indicando que tanto Lula quanto nomes ligados ao bolsonarismo apresentam índices elevados de resistência. Isso sugere que a disputa tende a ser definida menos pela expansão de novos votos e mais pela capacidade de mobilização das bases consolidadas.
O retrato desenhado pela Atlas/Bloomberg aponta um presidente com desgaste relevante na avaliação de governo, mas ainda líder nas simulações de voto. A polarização permanece como eixo central da disputa, e o cenário de 2026 se mostra altamente competitivo, com margem estreita e dependente da evolução econômica e política ao longo do ano.
O levantamento ouviu 4.986 eleitores em todo o país, com margem de erro de 1 ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07600/2026.