O procurador-geral da República, Paulo Gonet, posicionou-se favoravelmente à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, dia 23. A decisão foi baseada no estado de saúde de Bolsonaro, que, segundo Gonet, requer cuidados contínuos que podem ser melhor atendidos no ambiente familiar do que no sistema prisional atual.
Em seu parecer, Gonet destacou que a condição de saúde do ex-presidente demanda atenção constante, algo que o ambiente familiar pode oferecer mais adequadamente. "A Procuradoria-Geral da República reconhece a necessidade de prisão domiciliar para garantir o monitoramento integral da saúde de Bolsonaro, que está sujeito a alterações súbitas e prejudiciais de saúde", escreveu o procurador-geral.
O parecer de Gonet está agora nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que conduzirá a decisão sobre a concessão da prisão domiciliar. Até então, Moraes havia negado pedidos semelhantes, justificando que as instalações de Bolsonaro foram adaptadas para oferecer suporte médico necessário enquanto ele cumpre pena.
Recentemente, a defesa de Bolsonaro entrou com um novo pedido para prisão domiciliar, poucos dias após o ex-presidente ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Brasília. Ele foi internado com uma broncopneumonia bacteriana bilateral após passar mal no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde está detido desde janeiro por tentativa de golpe de Estado.
Os advogados de Bolsonaro, sustentados pelos médicos particulares, alertam que existe a possibilidade de novos episódios de broncoaspiração, o que justifica a necessidade de vigilância médica frequente.
Atualmente, Bolsonaro permanece internado na UTI do hospital DF Star. O último boletim médico, divulgado no domingo, dia 22, confirma que ele está estável, com evolução clínica positiva. O tratamento inclui antibióticos intravenosos e fisioterapia respiratória e motora. No entanto, ainda não há previsão para sua alta hospitalar.