A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Partido Missão. A investigação foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, e busca identificar quem realizou o registro irregular.
O caso veio à tona quando Flávio tentou registrar sua candidatura à Presidência e apareceu no sistema eleitoral como filiado ao Missão, legenda que lançou Renan Santos ao Planalto. A inconsistência impediu inicialmente o registro da candidatura.
Após pedido da defesa, Nunes Marques determinou o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL e a exclusão do vínculo com o Missão. A decisão também permitiu novamente o acesso ao sistema Candex para o registro da candidatura.
Como ocorreu a fraude
Segundo o TSE, o registro não foi resultado de um ataque hacker ao sistema de filiação partidária. A Corte informou que alguém com acesso às credenciais do Missão utilizou a ferramenta para efetivar a filiação.
O partido afirmou ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e disse que tentou cancelar o registro. Segundo a legenda, e-mails foram enviados ao gabinete de Flávio desde 2 de agosto, mas não houve resposta.
O cadastro irregular teria utilizado o e-mail oficial do senador, além de informações falsas. O endereço registrado era “Rua dos Bandidos, bairro dos Milicianos”, e o CPF informado continha a sequência “1234”.
O que dizem Flávio e o Missão
Flávio afirmou, em transmissão nas redes sociais, que os e-mails enviados pelo Missão foram direcionados para a caixa de spam e, por isso, não foram identificados por seu gabinete.
A campanha do senador também afirmou ter identificado uma tentativa de filiação de Flávio ao PT. O caso foi levado à Justiça Eleitoral.
Agora, a PF deverá apurar quem utilizou as credenciais do Missão, como o registro foi realizado e se houve participação de outras pessoas na fraude.