Crescimento de Flávio no Sudeste explica virada sobre Lula, aponta pesquisa

Senador chega a 47% na região, enquanto Lula registra 31% no segundo turno

O crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) no Sudeste ajuda a explicar a vantagem do senador sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 47% das intenções de voto na região, enquanto Lula registra 31%. O Sudeste concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro e reúne estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que torna o desempenho dos candidatos na região decisivo para a disputa nacional. 

Foto: Ricardo Stuckert/PR - Minervino Júnior/CB/D.A.Press - Montagem: Gemini

O resultado regional contrasta com o desempenho de Lula em outras partes do país e evidencia a divisão do eleitorado por regiões. No Nordeste, por exemplo, o presidente mantém uma vantagem mais ampla sobre Flávio, enquanto o senador apresenta maior força entre os eleitores do Sul. Levantamentos recentes também apontam uma disputa cada vez mais equilibrada entre os dois nomes, com oscilações dentro da margem de erro em diferentes pesquisas. 

Na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda, Flávio também passou numericamente à frente de Lula no cenário nacional de segundo turno. O senador aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente, configurando empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais. No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com 36%, seguido por Flávio, com 31%, enquanto Augusto Cury (Avante) aparece com 7%. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026. 

O cenário reforça a importância do Sudeste na estratégia das campanhas para a reta final antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A vantagem de Flávio na região mais populosa do país ocorre em um momento de forte aproximação entre os dois principais candidatos nas pesquisas nacionais. Outros levantamentos divulgados nos últimos dias também mostram uma disputa apertada no segundo turno, com diferenças que variam dentro das respectivas margens de erro. 

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