Denúncia questiona uso de hospital público em apoio eleitoral em São João
Publicações mostram visita de deputado e, horas depois, diretora em ato de campanha
Uma denúncia apresentada por Daniela Oliveira, diretora do Hospital Estadual Teresinha Nunes de Barros, em São João do Piaauí, questiona a possível utilização da estrutura do hospital para promoção político-eleitoral do deputado estadual Dr. Gil Carlos. Segundo os registros apresentados, o parlamentar esteve na unidade no domingo (13), quando foi fotografado dentro de uma enfermaria próxima a pacientes. Em uma das imagens, uma pessoa que acompanhava o deputado aparece usando uma camisa com a inscrição “Preparado para o Piauí – Gil Carlos 13555”. A diretora da unidade, Daniele Oliveira, publicou as imagens em seu perfil e afirmou que o deputado, que também é médico, atendeu a um pedido para verificar a situação de alguns pacientes.
A sequência dos registros também é apontada na denúncia como um dos principais pontos a serem esclarecidos. De acordo com os horários apresentados, as imagens da visita ao hospital foram publicadas no fim da tarde de domingo, por volta das 16h37. Algumas horas depois, aproximadamente às 22h, o mesmo perfil passou a divulgar conteúdos relacionados a atos políticos realizados em São João do Piauí. Nas publicações aparecem bandeiras, camisetas, adesivos e referências ao número eleitoral 13555. Em uma delas, a diretora declarou apoio ao parlamentar e escreveu: “O mais preparado para o Piauí. Meu deputado 13555”.
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A denúncia questiona se houve alguma finalidade de promoção política durante a visita ao hospital e se a presença de material de campanha dentro de uma enfermaria pública pode caracterizar utilização indevida da estrutura estatal. Também é levantada a necessidade de verificar se houve autorização para fotografar e divulgar pacientes internados, considerando a situação de vulnerabilidade das pessoas atendidas na unidade. A legislação eleitoral estabelece restrições ao uso de bens e estruturas pertencentes à Administração Pública em benefício de candidaturas, mas a existência de uma eventual irregularidade depende de apuração dos órgãos competentes.
Diante dos registros, Daniela defende que o caso seja analisado oficialmente pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público, com manifestação dos envolvidos e apresentação de documentos que esclareçam as circunstâncias da visita. A denúncia, por si só, não representa condenação ou comprovação de irregularidade, cabendo às autoridades avaliar os fatos e verificar se houve violação das normas eleitorais. Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão a finalidade da visita, a participação da direção do hospital na organização do encontro, a presença de material eleitoral na unidade e as autorizações relacionadas às imagens dos pacientes.
Fonte: Portal AZ