Consumo de ultraprocessados cresce no Brasil e preocupa saúde de jovens

Especialista alerta para riscos como obesidade, diabetes e prejuízos ao desenvolvimento

O consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou nas últimas quatro décadas, passando de cerca de 10% para aproximadamente 23% da dieta da população. O aumento preocupa especialistas, principalmente pelos impactos na saúde de crianças e adolescentes, fase considerada essencial para a formação de hábitos alimentares e prevenção de doenças futuras.

Foto: Reprodução | Divulgação

Segundo a nutricionista Alessandra Lovato, da Wyden, esses produtos não podem ser considerados alimentos naturais, pois são formulações industriais ricas em conservantes, corantes, açúcar e gorduras saturadas, com baixo valor nutricional. Entre os itens mais consumidos estão biscoitos recheados, refrigerantes, macarrão instantâneo, salgadinhos industrializados e nuggets.

De acordo com a especialista, o consumo frequente pode provocar dependência do paladar, já que os realçadores de sabor estimulam o cérebro e fazem com que muitas crianças passem a rejeitar alimentos naturais como frutas e verduras. Além disso, estudos associam o consumo excessivo desses produtos ao surgimento precoce de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão, além de prejuízos à imunidade, à saúde intestinal e até ao rendimento escolar.

Como forma de prevenção, a orientação é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e adotar hábitos simples, como ler rótulos e evitar produtos com listas extensas de ingredientes. A especialista também recomenda substituir alimentos industrializados por opções mais saudáveis e envolver as crianças na escolha e no preparo das refeições, melhorando a educação alimentar e incentivando escolhas mais saudáveis desde a infância.

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