Oeiras enfrenta escassez de médicos e amplia dependência de outras cidades

Falta de médicos  obriga pacientes a buscarem atendimento em Picos e Teresina e expõe limites da interiorização da saúde no Piauí

O município de Oeiras, no Piauí, enfrenta dificuldades persistentes no acesso a serviços de saúde especializados, sobretudo em áreas como pediatria, psicanalistas, neurologia e atendimento em saúde mental. A ausência ou insuficiência de profissionais nessas especialidades tem levado moradores a buscar atendimento em centros urbanos como Picos e Teresina, ampliando o deslocamento de pacientes e familiares.

Foto: Imagem gerada por IA

Na prática, situações que poderiam ser resolvidas no próprio município passam a exigir viagens, tempo de espera e reorganização da rotina familiar. Esse cenário impacta diretamente a continuidade do cuidado, especialmente em casos que demandam acompanhamento frequente.

Na área de neurologia, pacientes com condições crônicas, distúrbios neurológicos e quadros que exigem avaliação especializada enfrentam encaminhamentos recorrentes para outras cidades, o que contribui para a sobrecarga dos serviços regionais. No campo da saúde mental, a ausência de profissionais como psicólogos e psiquiatras compromete o acompanhamento regular de pacientes que necessitam de atenção contínua.

O problema se insere em um contexto mais amplo, relacionado à dificuldade de fixação de especialistas no interior e à dependência histórica de polos regionais de saúde. Apesar de avanços em infraestrutura básica, a oferta de serviços especializados ainda não acompanha a demanda da população local.

Enquanto isso, o deslocamento para atendimento em outras cidades se consolida como prática recorrente, evidenciando limitações estruturais no sistema de saúde do município.

“Há vários dias tento atendimento pediátrico para minha filha, de 10 meses, que está com sintomas de gripe e febre. Quando conseguimos algum retorno, a orientação é buscar outra cidade ou aguardar. Para uma criança tão pequena, a espera se torna preocupante. A sensação é de dificuldade de acesso ao atendimento necessário no próprio município de Oeiras”, relatou a funcionária pública e pedagoga Elinete Meneses.

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