A dor no siso, também conhecido como terceiro molar, é uma queixa comum entre jovens e adultos, especialmente na faixa etária entre 17 e 25 anos, período em que esses dentes costumam nascer. Apesar de muitas vezes começar de forma leve, o incômodo pode evoluir e indicar problemas mais sérios, principalmente quando o dente não encontra espaço suficiente na arcada dentária, gerando pressão, inflamação e dor persistente.
Entre os principais sinais de alerta estão gengiva inchada ou avermelhada, dificuldade para abrir a boca, mau hálito, dores de cabeça, dor de ouvido e desconforto localizado. Em casos mais graves, a dor intensa pode vir acompanhada de febre e inchaço no rosto, indicando a necessidade de avaliação imediata. Esses sintomas podem estar associados a infecções ou outras complicações decorrentes da erupção inadequada do siso.
De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial Luís Paulo Dias, da DMI, o surgimento de lesões na mandíbula, além de cistos, tumores e infecções mais severas, está entre os riscos relacionados ao siso inflamado. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir um tratamento eficaz e reduzir possíveis danos aos tecidos. O acompanhamento profissional durante o nascimento do dente é essencial para evitar a progressão do quadro clínico.
A recomendação dos especialistas é manter uma boa higiene bucal, com escovação adequada e uso do fio dental, além de procurar um dentista ao perceber qualquer sintoma. O tratamento pode incluir desde o acompanhamento clínico até a extração do dente, procedimento considerado seguro quando realizado por profissionais qualificados. Em casos de ansiedade, há ainda opções como sedação em consultório ou realização em ambiente hospitalar, garantindo mais conforto ao paciente.