Anvisa determina recolhimento de hormônio falsificado e remédio roubado

Medida atinge lotes irregulares de medicamentos usados em tratamentos hormonais e contra o câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a apreensão de lotes de um medicamento hormonal falsificado e de um remédio oncológico que teria sido furtado durante o transporte na Europa e comercializado irregularmente no Brasil. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e proíbe a venda, distribuição, importação e uso dos produtos em todo o país.

Foto: Reprodução
Anvisa proibiu o uso e determinou o recolhimento de lotes irregulares de dois medicamentos no país.

Entre os produtos afetados pela medida está o Criscy, medicamento à base de somatropina indicado para o tratamento da deficiência do hormônio do crescimento em crianças e adultos. Segundo a Anvisa, foram identificadas unidades falsificadas com divergências em relação ao produto original, incluindo datas de fabricação e validade incompatíveis e a utilização de um número de lote inexistente: 22030133.

As irregularidades foram comunicadas à agência pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, responsável pelo registro do medicamento no Brasil. De acordo com a empresa, as unidades apreendidas são réplicas falsificadas, cuja origem é desconhecida, comprometendo a segurança, a eficácia e a qualidade do tratamento.

A Anvisa também determinou o recolhimento do lote 4A010AA27 do medicamento Kimmtrak, utilizado no tratamento de um tipo raro de câncer ocular. Segundo a agência reguladora, o produto foi furtado durante o transporte de uma carga na Europa e passou a circular de forma irregular em território brasileiro.

As informações sobre a origem do lote foram repassadas pela Medison Pharma Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda., empresa detentora do registro do medicamento no país.

A agência orienta pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos farmacêuticos a interromper imediatamente o uso e a comercialização dos lotes afetados. A recomendação é que suspeitas relacionadas aos produtos sejam comunicadas aos canais oficiais de vigilância sanitária.

A medida reforça o alerta sobre os riscos associados à aquisição de medicamentos sem procedência comprovada, especialmente aqueles destinados ao tratamento de doenças crônicas e graves, cuja utilização exige controle rigoroso de qualidade e rastreabilidade.

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