A OpenAI anunciou o encerramento do Sora, sua plataforma de geração de vídeos por inteligência artificial, marcando uma mudança estratégica para priorizar soluções voltadas ao mercado corporativo. A decisão foi comunicada pelo CEO Sam Altman a funcionários nesta terça-feira (24).
Lançado no ano passado, o Sora chamou atenção por sua capacidade de criar vídeos a partir de comandos de texto, gerando entusiasmo e também debates sobre o uso da tecnologia. Agora, a empresa afirma que irá concentrar recursos em ferramentas com maior potencial de geração de receita, especialmente em áreas como produtividade e programação.
A decisão ocorre em meio aos planos da OpenAI de abrir capital, possivelmente ainda neste ano. A estratégia é direcionar investimentos e capacidade computacional para produtos com retorno financeiro mais direto, alinhados ao mercado empresarial.
O encerramento também foi confirmado pela equipe do Sora em comunicado público, que informou que serão divulgados cronogramas para a desativação do aplicativo e de sua interface para desenvolvedores, além de orientações para que usuários preservem seus conteúdos.
A medida teve impacto imediato em parcerias comerciais. A Disney decidiu abandonar um acordo de cerca de US$ 1 bilhão firmado com a OpenAI, que previa a integração da tecnologia ao serviço Disney+ e o uso de personagens de franquias como Star Wars e Toy Story em conteúdos gerados por usuários.
Com o fim do Sora como aplicativo independente, o contrato foi considerado encerrado, embora a Disney tenha indicado que seguirá explorando novas parcerias no setor de inteligência artificial.
Apesar do encerramento, há incertezas sobre o futuro da tecnologia de geração de vídeo dentro do ecossistema da empresa. Parte das informações indica que o recurso pode ser descontinuado em produtos como o ChatGPT, enquanto outras apontam para sua possível integração como ferramenta interna.
A nova estratégia da OpenAI inclui o desenvolvimento de um “superaplicativo”, que reunirá recursos de chat, programação e navegação, além do avanço em sistemas capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma, como escrever códigos e analisar grandes volumes de dados.
A mudança reflete a disputa com concorrentes no setor de inteligência artificial e a busca por liderança no segmento corporativo.