O Instagram começou a disponibilizar no Brasil uma versão paga da plataforma, chamada Instagram Plus, que oferece ferramentas adicionais mediante assinatura mensal de R$ 10. A iniciativa marca mais um passo da Meta na busca por novas fontes de receita além da publicidade digital.
Entre os principais benefícios do plano está a ampliação da visibilidade dos stories, que passam a ter distribuição priorizada para seguidores da conta. Os conteúdos também permanecem disponíveis por até 48 horas, o dobro do prazo tradicional de 24 horas.
A assinatura permite ainda a criação de múltiplas listas personalizadas de contatos para compartilhamento seletivo de stories, ampliando as opções de segmentação de audiência dentro da plataforma.
Outras funcionalidades incluem reações animadas em tela cheia, visualização discreta de conteúdos sem registro de acesso, métricas detalhadas sobre quem revisitou stories e ferramentas de busca entre os usuários que visualizaram as publicações.
Os assinantes também poderão personalizar aspectos visuais da conta, como o ícone do aplicativo e a fonte utilizada na biografia do perfil. O pacote ainda amplia para seis o número de publicações fixadas na página e permite publicar conteúdos diretamente no perfil ou nos destaques, sem exibição prévia na linha do tempo.
A novidade faz parte de uma estratégia mais ampla da Meta para expandir a oferta de serviços pagos. A companhia já planeja levar recursos semelhantes para outras plataformas do grupo, incluindo Facebook e WhatsApp.
Segundo a executiva Naomi Gleit, responsável pela área de produtos da empresa, a intenção é reunir futuramente as diferentes assinaturas em uma estrutura unificada chamada Meta One. O projeto ainda está em fase de testes, mas deverá funcionar como um hub central para os serviços premium oferecidos pela companhia.
A expansão dos planos pagos ocorre em meio ao esforço da Meta para diversificar suas receitas e reduzir a dependência do mercado publicitário. O movimento também acompanha o aumento dos investimentos em inteligência artificial, área que deverá consumir entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões nos próximos anos, segundo projeções da própria empresa.