A direita do Piauí trocou Alckmin por Bolsonaro
Que troca, hein! O culto pelo inculto
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, nascido em Pindamonhangaba, em 7 de novembro de 1952, é médico, professor e político. Foi governador do Estado de São Paulo por duas vezes, de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, tendo sido o político que por mais tempo comandou o governo paulista desde a redemocratização do Brasil. Lecionou como professor universitário no curso de medicina da Universidade Nove de Julho. É membro da Academia de Medicina de São Paulo.
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Lembro-me perfeitamente quando fomos buscar Alckmin no Aeroporto de Teresina para reforçar a campanha de outro médico em Teresina, Sílvio Mendes, que concorria contra dona Adalgiza Moraes Sousa, em 2004, em um dos pleitos eleitorais mais acirrados na capital do Piauí.
Bolsonaro nasceu em Glicério, mas passou a adolescência em Eldorado, no interior de São Paulo. Começou sua carreira militar no município fluminense de Resende. E serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro.
Tornou-se conhecido em 1986, quando escreveu um artigo para a Revista Veja criticando os baixos salários dos militares, texto pelo qual foi preso. Em 1987, a mesma revista o acusou de planejar colocar bombas em unidades militares, crime pelo qual foi condenado e preso. Transferiu-se para a reserva em 1988 com o posto de capitão, após uma decisão recursal polêmica do tribunal militar. Hoje, na iminência de ser condenado e preso por tentativa de Golpe de Estado.
Pois bem! A direita do Piauí, então, resolveu trocar um homem de estatura moral invejável, culto e de rara intelectualidade como Alckmin por Bolsonaro. Para analistas políticos mais afoitos, Alckmin tem belo currículo e Bolsonaro repugnante "folha corrida".
O bolsonarismo é um movimento fascista que eclodiu no Brasil durante a campanha na eleição presidencial no Brasil em 2018. Foi com tal bandeira que a direita do Piauí se "encantou" por Bolsonaro, com seu populismo que beirava a irresponsabilidade. Pior! Encantou-se até com o falecido Olavo de Carvalho, na época tido e havido como guru da ideologia bolsonarista. O mesmo homem que tentava convencer o Brasil de que a terra era plana e não redonda. Uma mentira que a direita acabou admitindo como verdade.
Ao tomar posse como presidente da República, Bolsonaro disse o seguinte: "Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos"... O que se viu com o passar do tempo foi justamente o contrário. O Brasil decresceu econômica, social e culturalmente. Em sua primeira reforma ministerial, Bolsonaro extinguiu Ministério da Cultura.
O governo Bolsonaro sempre insistiu coma campanha de hostilidade à ciência e à razão. Bolsonaro elogiou a hidroxicloroquina como uma cura milagrosa contra a COVID-19. A direita quase toda do Brasil o seguiu "tresloucadamente", mostrando-se com ausência de caráter e de razoabilidade gritantes. Ainda hoje tem cretino(a) que acredita que a vacina é ineficaz e a terra é plana ou quadrada.
Em estudo acadêmico, Maria do Socorro Sousa de Araújo e Alba Maria Pinho de Carvalho assim concluíram: "A rigor, o Bolsonarismo está para além da figura de Jair Bolsonaro, embora esta figura grotesca e bizarra tenha significados sociopolíticos, trazendo à baila marcas históricas da formação social brasileira e da nossa própria cultura política, materializadas no conservadorismo, no machismo, no racismo, na misoginia, nas discriminações de múltiplas naturezas. Bolsonaro parece bem encarnar a perspectiva colonialista de submissão, elitismo e violência, a atravessar a história do País, reatualizando-se no reacionarismo político-cultural, em pauta no Brasil do Presente".
Fonte: Miguel Dias Pinheiro