Chapecoense chega à quarta final seguida do Catarinense e mantém hegemonia da década
Clube disputará sexta final em 10 anos
Quatro finais estaduais seguidas. Esse é o feito conquistado pela Chapecoense ao bater o Figueirense, por 1 a 0, na Arena Condá, no último domingo. Dado o equilíbrio da competição, é algo surpreendente, e não acontecia desde a década de 80, quando o Joinville conquistou oito títulos seguidos.
A Chape também detém a hegemonia da década. Das últimas 10 finais de Campeonato Catarinense, o clube esteve em seis. Avaí, Figueirense e Joinville com quatro, e Criciúma com duas, são os demais protagonistas das decisões estaduais.
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Em termos de títulos, a Chape também tem bons números. São três títulos conquistados (2011, 2016 e 2017), empatado com Figueira (2014, 2015 e 2018). Avaí, com dois (2010 e 2012), e Criciúma (2013) são os demais campeões. O Joinville, embora tenha chegado a quatro decisões, não levantou o caneco - o jejum tricolor dura 18 anos.
Catarinense nos últimos 10 anos
Clube Número de finais Vezes campeão
Chapecoense 6 3
Avaí 4 2
Figueirense 4 3
Joinville 4 0
Criciúma 2 1
Fonte: GloboEsporte.com
Último título da Chape foi em 2017 — Foto: Sirli Freitas/Chapecoense
SÉRIE A E ASCENSÃO
Foi também nesta década que a Chapecoense se sobressaiu no cenário nacional, com o acesso da Série D para a Série A do Campeonato Brasileiro. A chegada na elite do futebol nacional deu ao clube maior arrecadação, revertida em investimentos que ajudam a explicar como o Verdão se mantém na frente dos adversários.
Mesmo nesta temporada, em meio ao rodízio do elenco e campanha irregular, o time conseguiu acabar a primeira fase da competição em segundo, e com isso disputar a semifinal em casa. A folha de pagamento da Chape, de aproximadamente R$4 milhões (com encargos), é bem superior à de todos os concorrentes - mesmo do Avaí, que está na Série A.
PODERIA SER DIFERENTE
A bonita história de hegemonia da Chape poderia não estar construída desta maneira. Em 2010, o clube foi rebaixado para a Série B do Catarinense, mas se beneficiou da desistência do Atlético de Ibirama para permanecer na primeira divisão no ano seguinte - quando foi campeã em cima do Criciúma.