TJD-RJ mantém veto a jogos de Fluminense e Vasco no Maracanã sem acordo por Setor Sul

Tricolor havia entrado com mandado de garantia contra resolução do presidente da Ferj, Rubens Lopes, após confusão na final da Taça Guanabara. Medida só vale para partidas do Carioca

Por Globo Esporte,

Maracanã antes de Vasco x Fluminense pela final da Taça Guanabara — Foto: André Durão

O Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) manteve nesta terça-feira a resolução da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) que veta a realização de jogos entre Fluminense e Vasco no Maracanã enquanto não houver acordo entre os clubes sobre a localização das torcidas no estádio. A medida só vale para partidas do Campeonato Carioca.

O Tricolor havia entrado com um mandado de segurança em março pedindo a anulação da resolução assinada pelo presidente da Ferj, Rubens Lopes.

Fluminense e Vasco brigam nos bastidores pelo setor sul das arquibancadas do Maracanã desde 2013, ano em que o clube das Laranjeiras assinou com a concessionária que administra o estádio um contrato que destinava o lado direito às cabines de imprensa para o Tricolor.

A final da Taça Guanabara deste ano, disputada entre os dois clubes, foi o capítulo mais recente da queda de braço nos bastidores. Após trocas de acusações e ações judiciais, o jogo seria realizado com os portões fechados. Houve tumulto fora do estádio e confronto entre torcedores do Vasco e policiais militares. Os portões foram abertos aos 30 minutos do primeiro tempo.

Vale lembrar que o governador do RJ, Wilson Witzel, rompeu recentemente o contrato de concessão do Maracanã com a empresa que administra o estádio. Flamengo e Fluminense tiveram a proposta escolhida pelo governo e a partir do próximo dia 19 serão os gestores do estádio pelos próximos seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias.

Suspensão de Abad e multa ao Fluminense são reduzidas

Na sessão desta terça-feira no TJD-RJ, o Pleno reduziu a multa do Fluminense de R$ 50 mil para R$ 10 mil em razão das confusões na final da Taça Guanabara, manteve a redução da suspensão do presidente do clube, Pedro Abad, de 30 para 15 dias, já cumpridos, e diminuiu a multa ao clube pelas declarações do dirigente de R$ 10 mil para R$ 5 mil.

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