Em 2006, nos pênaltis, Bárbara garantiu o bronze do Brasil no Mundial Sub-20

Goleira foi promovida ao grupo principal da Seleção Brasileira Feminina após defender três pênaltis na disputa do terceiro lugar, no Mundial Sub-20 de 2006

Por CBF,

Bárbara (Foto: Naomi Baker/FIFA)

A Copa do Mundo é o ápice da carreira de uma jogadora de futebol, seja ela profissional, sub-20, sub-17... E as memórias do Mundial repercutem para sempre nas atletas que participaram do torneio. Em 2006, uma jovem Bárbara de 18 anos escreveu seu nome na história ao defender três pênaltis e garantir a primeira medalha da Seleção Brasileira Sub-20 na competição. Hoje, 13 anos depois, a goleira segue defendendo as cores do Brasil - mas já no grupo profissional, que está disputando a Copa do Mundo da França 2019.

Alçada ao elenco principal após a atuação de gala, a goleira já acumula quatro edições de Copa do Mundo (profissional) no currículo. O número é um recorde no grupo brasileiro, dividido com a veterana Andreia Suntaque. De 2006 para cá, muita coisa mudou para Bárbara na Seleção - mas o ponto inicial de todas essas transformações foi mesmo a disputa de pênalti diante dos Estados Unidos.

- Em 2006, disputei minha primeira Copa do Mundo, pela Seleção Sub-20. Foi muito marcante para mim, conseguimos garantir a medalha na disputa do terceiro lugar contra os Estados Unidos, que é uma das maiores rivalidades no futebol feminino. Foi a primeira medalha da Sub-20 em uma Copa do Mundo! Logo depois, em 2007, fiz minha primeira Copa com a Seleção principal. E hoje, posso disputar minha quarta Copa do Mundo e brigando pela titularidade, que hoje é uma ênfase. Antes, brigávamos para estar na lista, hoje a briga é pela camisa 1 - disse.

Com tamanha visibilidade dada ao futebol feminino nos últimos tempos, a goleira destaca um movimento inverso no mercado internacional de transferências. Se antes era comum ver jogadoras brasileiras seguindo rumo a clubes do exterior, hoje o movimento já é o contrário - Cristiane, vice-artilheira da Seleção Brasileira em Copas do Mundo e atacante do São Paulo, é um dos principais exemplos.

- É um crescimento muito grande, uma visibilidade muito grande ao futebol feminino. Muitas jogadoras estão deixando de jogar fora para atuar (em clubes) do Brasil. Não é uma Copa do Mundo em casa, mas é como se fosse. Por mais que seja aqui na França, a gente sabe da visibilidade que as emissoras estão dando, a própria CBF TV, redes sociais etc., essas transmissões que têm acontecido. E tanto para a Copa, que é o holofote maior, quanto o Campeonato Brasileiro que hoje é extenso, temos a obrigatoriedade de que os clubes tenham times femininos - analisou.


Bárbara está disputando sua quarta Copa do Mundo, recorde dividido com a goleira Andreia Suntaque (Foto: divulgação/CBF)

E poder assistir aos jogos na televisão impacta muito mais que apenas a vida das jogadoras, como também da torcida. Natural de Recife, em Pernambuco, Bárbara cita sua própria família como exemplo das mudanças na forma de prestigiar o futebol feminino - afinal, pela primeira vez, todos os jogos da Seleção Brasileira Feminina serão transmitidos na rede aberta de TV.

- Isso é muito bom! Jogadoras que você não teria chance de ver pessoalmente, você vê na televisão. Eu falo até pela minha família. Na minha primeira Copa, eles só assistiam alguns trechos que passavam. Hoje vão poder assistir ao vivo! Muitas famílias que não têm condição de pagar uma TV fechada vão conseguir torcer mais. A visibilidade ao futebol feminino chegou no momento certo, vamos poder brigar com unhas e dentes sabendo que o Brasil está nos assistindo - analisou Bárbara.

Após estrear com vitória sobre a Jamaica, o Brasil retorna aos gramados da Copa do Mundo Feminina nesta quinta-feira (13), às 13h. A adversária da vez será a Austrália, no Stade de La Mosson, em Montpellier. A Seleção Feminina encerra sua participação na fase de grupos do Mundial na próxima terça-feira (18), às 16h.

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