Após acusação de jogadoras, técnico da Nova Zelândia pede demissão do cargo
Andreas Heraf, no comando da seleção feminina desde agosto do ano passado, estava sendo investigado por cometer assédio moral e promover "cultura do medo" entre atletas
Após ser afastado do comando da seleção feminina de futebol, o treinador Andreas Heraf resolveu renunciar ao cargo. De acordo com o “New Zeland Herald”, o técnico pediu demissão um mês depois que começou a ser investigado por cometer "assédio moral" e promover uma "cultura do medo" entre as jogadoras. As atletas denunciaram o comportamento de Heraf em uma carta, assinada por 12 delas, enviada à Federação Neozelandesa de Futebol.

Quando a notícia veio à tona, ainda em junho, o austríaco chegou a alegar que tudo não passava de uma “teoria de conspiração” de atletas que não sabiam lidar com seu “estilo europeu”.
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- As jogadoras se opõem ao meu estilo europeu, com altos padrões e altas expectativas de profissionalismo. Elas preferem uma cultura divertida e familiar, com foco em fazer vídeos divertidos e postar nas redes sociais. Isso não é um problema para mim, se você disser que está 100% comprometido com o que concordamos em fazer - disse ao “Der Standard”.
A relação de Heraf com suas jogadoras já estava estremecida antes mesmo da divulgação da carta. Após a derrota por 3 a 1 para o Japão, o técnico teria criticado a equipe dizendo que havia uma "grande diferença de qualidade" entre os times. O comentário causou desconforto entre atletas e comissão técnica.
A crise no futebol feminino neozelandês acontece poucos meses depois de a federação igualar os salários das equipes feminina e masculina. O acordo garantiu também prêmios, direitos de imagem e condições de deslocamentos iguais para todos os atletas que representam o país na modalidade.
Fonte: Globo Esporte