Em ano de experiência, Skill Red quer brigar por títulos em 2019

Time parou quatro vezes em semifinais nas competições que disputou esse ano

Por Jade Araujo,

Os três anos de formação do Skill Red levaram o time a ter destaque estadual e Nordeste. E ao time que ouviu tantas vezes o apito do juiz da o ponto de partida nas caminhadas de 2018, o ano foi de aprendizado. 

O Skill Red iniciou o ano com seguidas competições. Em quatro delas parou na semifinal. A Taça Bola Mulher, competição com Teresina e Médio Parnaíba, a Copa Meninas de Ouro, a Copa Paulista Nordeste, em Recife, a Copa Batom e a Copa Piauí foram as principais competições em 2018.


Time que disputou a Copa Piauí (Foto: reprodução/Instagram)

Com a filiação a Federação de Futebol do Piauí o time disputou pela primeira vez a Copa Piauí. A competição que era um planejamento da equipe desde o inicio do ano serviu de aprendizado interno ao clube.

Dentro do estadual, as meninas do Skill tiveram duas derrotas nas duas primeiras rodadas. Apenas na terceira rodada, o time pode contar com o plantel completo e reescrever sua história na competição. Forte candidata a final, o time acabou parando na semifinal contra o Teresina, vice-campeão da competição. 

Segundo o presidente e técnico da equipe, Herbert Viana, os resultados foram consequência de uma série de barreiras financeiras sofridas pelo clube. Sem patrocínio para custear os gastos, o time precisou de outros recursos para arrecadar fundos que pagassem altos gastos, como a transferência de três atletas de fora do estado que custaram cerca de 3 mil e 300 reais ao clube. 

- Quando iniciamos o projeto traçamos muitas coisas e um deles era se filiar e chegar a Copa Piauí para brigarmos por uma vaga no brasileiro. Conseguimos realizar isso, mas foi muito às pressas. Tivemos gastos para formalizar tudo em cartório. Tivemos que pagar contador, advogado, filiação. Logo após a filiação tivemos que colocar atleta no BID, transferência de atletas de outro estado que é caro. Tudo foi caro e sem a gente ter receita. Não tivemos um patrocinador máster. Tivemos que nos virar sozinhos. Eu e as meninas fizemos rifa, bingo, campanha em sinal para aos poucos ir construindo. A partir da terceira partida que tivemos o time regular. Na primeira e segunda rodada improvisamos muito. As pessoas viam a gente perder, mas ninguém sabe o que foi o reflexo disso. 


Foto: reprodução/Instagram

Com tudo isso vivido em 2018, a meta é que o time possa se organizar melhor em 2019 para ter uma receita que possa custear os gastos com transporte. Mas além do aprendizado financeiro, Herbert destacou o amadurecimento das atletas como principal conquista. 

- Vamos nos projetar para que ano que vem a gente não esteja com esse sufoco todo em cima da competição. As meninas amadureceram mais, ganharam experiência com toda essa dificuldade. Vamos buscar apoios para que no ano de 2019 podemos trabalhar com estruturas e competições.

Com o fim da temporada, o time tem propostas para empréstimos de três atletas da equipe para clubes do Ceará, Maranhão e do próprio Tiradentes que disputa o Brasileiro em 2019. Segundo Herbert, as propostas serão estudadas. 

2019 SERÁ O ANO DE TÍTULOS


Skill Red durante a disputa da Copa Piauí (Foto: Larissa Fabrício)

A pré-temporada começa em fevereiro para a equipe. Tudo será visando a continuidade do volume de competições. Em março, o Skill Red vai disputar a Taça Bola Mulher, competição interestadual. A ideia é que o time possa ter um trabalho de continuidade mantendo o elenco, mas também trazendo novos nomes. 

- Com pouco orçamento, só a gente mesmo, conseguimos chegar. Então em 2019 nós queremos levantar título, queremos ter a taça. Vamos trabalhar para isso. Estamos no caminho correto. No estado as equipes estão crescendo mais ainda. Vamos participar de todas as competições no ano para trazer esse entrosamento da equipe. Então em 2019 vamos apostar muito para que possamos estar em um Brasileiro. 

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