Copa de 2026 estreia formato ampliado e novas regras em campo
Mundial terá 48 seleções, VAR mais atuante e medidas contra perda de tempo
A Copa do Mundo de 2026 marcará uma das maiores transformações da história do torneio. Além da ampliação para 48 seleções, o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá terá mudanças significativas nas regras do futebol, com foco na redução da perda de tempo, no combate à discriminação e na ampliação da atuação do árbitro de vídeo.
Pela primeira vez, a competição contará com 48 equipes, contra as 32 que participaram da edição do Catar, em 2022. O novo formato será composto por 12 grupos de quatro seleções. Avançarão à fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada chave e os oito melhores terceiros colocados, criando uma etapa adicional de mata-mata antes das oitavas de final.
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Com a mudança, o número total de partidas passará de 64 para 104, e a seleção campeã precisará disputar oito jogos para conquistar o título.
Dentro de campo, uma das principais novidades será o endurecimento das regras para combater a chamada "cera". Árbitros poderão iniciar uma contagem regressiva quando identificarem demora excessiva em laterais e tiros de meta. Caso o tempo limite seja ultrapassado, a posse de bola será transferida à equipe adversária, com sanções que podem transformar um tiro de meta em escanteio para o rival.
As substituições também passarão a seguir um protocolo mais rígido. Jogadores terão até dez segundos para deixar o gramado após serem substituídos. Se o prazo for descumprido, o atleta que entrará precisará aguardar uma nova paralisação e cumprir um período de espera, deixando temporariamente sua equipe com um jogador a menos.
Outra alteração busca reduzir interrupções por atendimentos médicos. Em regra, atletas atendidos dentro de campo precisarão permanecer fora do jogo por pelo menos um minuto após o reinício da partida. A exceção vale para casos mais graves, goleiros e situações envolvendo suspeita de concussão.
No combate à discriminação, a Fifa também adotará uma norma que ganhou popularmente o apelido de "regra Vini Jr.". A medida prevê punições mais severas para comportamentos considerados racistas, homofóbicos ou discriminatórios, incluindo situações em que jogadores tentem ocultar ofensas cobrindo a boca durante provocações ou discussões em campo.
O sistema de árbitro de vídeo também ganhará novas atribuições. Entre as mudanças está a possibilidade de revisar expulsões decorrentes de um segundo cartão amarelo, algo que não era permitido pelo protocolo anterior. O VAR ainda poderá intervir em erros claros relacionados a escanteios, tiros de meta e infrações cometidas antes de lances que resultem em gols ou penalidades.
As mudanças fazem parte de um conjunto de medidas aprovadas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol, e refletem a tentativa de tornar as partidas mais dinâmicas, reduzir interrupções e ampliar a precisão das decisões de arbitragem durante o principal torneio do esporte.
Fonte: Com informações do G1