Vistoria retira mais de 50% dos venezuelanos dos sinais de trânsito de Teresina
Os venezuelanos chegaram a Teresina em maio e estariam usando crianças para a mendicância
Durante as vistorias realizadas pela Prefeitura de Teresina, 52 venezuelanos foram retirados dos sinais de trânsito e reencaminhados aos abrigos da capital. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10), por meio de relatórios realizados pelas unidade socioassistenciais do município.
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Migrantes estão no Centro de Teresina ( Foto: Wanderson Camelo/Portal AZ )
As equipes compostas por agentes de proteção social, assistentes sociais e conselheiros tutelares vem atuando, desde o dia 27 de junho, em pontos fixos estratégicos em que se observou a prática recorrente da mendicância com a utilização de crianças. Na ocasião, o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, ressaltou que os venezuelanos vêm recebendo toda a assistência necessária da Prefeitura.
“A Prefeitura está empenhada em acolher e prestar toda a assistência humanitária e institucional aos migrantes venezuelanos. Além dos abrigos, disponibilizamos, juntamente com as ONGs, produtos de higiene e limpeza, alimentação, vacinas, segurança dos espaços, e todo um trabalho social. A mendicância põe em risco a vida das crianças e é contra nosso código de lei”, enfatiza.
De acordo com último levantamento feito pela Semcaspi, em Teresina vivem atualmente 133 refugiados venezuelanos, que estão acolhidos em dois abrigos administrados pela Prefeitura de Teresina. Os venezuelanos chegaram em Teresina no dia 13 de maio. Os migrantes são indígenas da etnia Warao e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela.
O número de venezuelanos na capital já chegou a 206 no mês passado, mas alguns já migraram para outras cidades. Cerca de 40% são crianças e adolescentes. Os migrantes não sabem ler, não falam português e possuem dialeto e religião própria.