Sindicato destaca reforço da polícia e redução de assaltos a ônibus em Teresina

Ao Portal AZ, presidente do Sintetro fala sobre as mudanças com a fiscalização da PM

Por Victória Cardoso,

O Portal AZ recebeu nesta terça-feira (02) o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários do Piauí (Sintetro), Fernando Feijão, para tratar sobre a segurança nos transporte coletivo de Teresina. Com alto índice de assaltos nos últimos meses, a categoria chegou a anunciar que faria uma paralisação na última sexta-feira (28). Um dia antes do protesto, cobradores e motoristas se reuniram com o secretário Fábio Abreu, onde estabeleceram novas ações para coibir crimes no sistema. 

Fernando Feijão, presidente do Sintetro (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

Segundo Fernando Feijão, a Polícia Militar teria ficado responsável por realizar blitz dentro dos coletivos em vários pontos de Teresina e a Polícia Civil encarregada de identificar os suspeitos de realizar assaltos.

“Ficou acertado o seguinte: a polícia militar, desde a ultima quinta-feira (27), iria realizar blitz na cidade de Teresina em pontos variados, onde iria abordar todos os passageiros, fiscalizar os terminais e isso vem acontecendo graças a Deus. Desde quinta que a gente não tem nenhum assalto dentro do transporte público coletivo. A polícia Civil ficou de pegar essas imagens e investigar todos os B.O’s para identificar e prender quem estava praticando esses assaltos”, disse Fernando.

Assista ao vídeo da entrevista na íntegra:

O presidente do Sintetro ressalta que há um contraponto sobre a quantidade exata de crimes ocorridos contra o sistema de transporte coletivo. A categoria afirma que foram registrados 37 assaltos nos últimos meses. 

“Nós registramos 37, inclusive a polícia militar e a polícia civil divergem nesse número. A Polícia Militar porque, ela sempre orienta que se ligue ao 190. Hoje nós tivemos um caso de um motorista que foi assaltado às 5h da manhã quando estava indo pro trabalho no Itaperu, os caras derrubaram ele da motocicleta e ainda furaram ele com uma faca nas costas, e a gente tentou por mais de meia hora ligar para o 190 e não conseguiu, daí muita gente desiste de ligar para o 190”, disse.

Strans planeja implantar o botão do pânico nos coletivos (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

Feijão ainda destaca que  foi sugerido à secretaria a implantação de um sistema dentro dos coletivos que poderia ser acionado pelos próprios motoristas em caso de serem abordados por assaltantes.

“Está sendo feito um estudo entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Setut para que se implante um dispositivo de segurança, pode se dar o nome de botão do pânico ou outro botão qualquer, a ser implantado ainda neste mês de março, já que os ônibus tem GPS, tem câmeras, a tecnologia hoje está avançadíssima, então não tem porque fazer alguma coisa a mais pra garantir a segurança”, conta Fernando Feijão.

Sobre os índices de criminalidade dentro do transporte coletivo, Feijão explica que com a realização das Blitz, nenhum assalto foi registrado durante os últimos quatro dias em Teresina.

Centro de Teresina (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

“Desde a última quinta-feira (27), nós já estamos aí com quatro dias tendo a sensação de segurança e que nenhum assalto ou tentativa de assalto foi registrado dentro do transporte público coletivo. Houve até, no sábado, uns “ah, teve um assalto”, mas a gente foi atrás e realmente não houve. Esse é o trabalho que a população espera”, explica Fernando.

Sobre o sistema Inthegra

Nos bairros, segundo o presidente do Sintetro, houve uma redução na quantidade de ônibus, trazendo assim dificuldade e até mesmo riscos para a população.

“O sistema Inthegra veio pra melhorar a qualidade dos ônibus, só que ele não conseguiu até agora fazer isso [...] os corredores por onde eles [ônibus] circulam, onde estão feitas as estações, estão ótimas, deu uma celeridade maior ao trânsito, isso aí ninguém contesta. Agora nos alimentadores, onde ficam nos bairros, é um problema constante: reduziram a quantidade de ônibus, onde deveriam ter aumentado [...] as pessoas que precisam sente na pele porque você aumenta seu tempo de espera e de deslocamento, fora que ás vezes não integra, então muita coisa precisa ser melhorada, ou então que se mude realmente esse sistema em todo, porque ele desagrada a todo mundo”, finaliza Fernando Feijão.

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