Bad Bunny celebra cultura latina no Super Bowl e é criticado por Donald Trump
O porto-riquenho fez uma apresentação de 13 minutos totalmente em espanhol celebrando a cultura latino-americana
O cantor porto-riquenho Bad Bunny foi a atração principal do show do intervalo do Super Bowl, realizado neste domingo (8), e a apresentação acabou provocando reação negativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nas redes sociais, o chefe de Estado criticou duramente o espetáculo, marcado por referências políticas e pela valorização da cultura latino-americana.
Sem mencionar o nome do artista, Trump classificou o show como “absolutamente terrível” e o colocou entre os piores da história do evento. Segundo ele, a atração não representaria “os padrões de sucesso, criatividade e excelência” do país. O presidente também reclamou do fato de a apresentação ter sido majoritariamente em espanhol.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Além das críticas ao espetáculo, Trump aproveitou para atacar uma mudança recente nas regras da NFL. Em vigor desde 2024, a norma reduz choques em alta velocidade para diminuir lesões, algo que o presidente voltou a contestar publicamente.
A escolha de Bad Bunny já havia causado repercussão antes mesmo do evento. Quando o cantor foi anunciado como atração principal, a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) estariam “em todo lugar” durante o Super Bowl. Dias depois, porém, a chefe de segurança da NFL, Cathy Lanier, negou qualquer participação dos agentes no evento.
Homenagem à cultura latina
Com cerca de 13 minutos de duração, o show teve como foco a celebração da identidade latino-americana. O cenário e a estética fizeram referência ao álbum mais recente do cantor, Debí Tirar Más Fotos, vencedor do Grammy de Melhor Álbum em 2025.
O repertório reuniu sucessos da carreira, com exceção de “Die With A Smile”, única música interpretada em inglês, durante participação especial de Lady Gaga. Ricky Martin também integrou o espetáculo como convidado.
Um dos momentos mais simbólicos ocorreu no encerramento, quando Bad Bunny entregou um prêmio Grammy a um menino que assistia à apresentação pela televisão. Em seguida, o cantor citou todos os países do continente americano, enquanto dançarinos exibiam bandeiras das nações. Nos telões, a frase “A única coisa mais forte que o ódio é o amor” foi projetada.
Esta foi a segunda participação de Bad Bunny no Super Bowl e a primeira como atração principal do intervalo. Em 2020, ele já havia subido ao palco ao lado de Shakira e Jennifer Lopez, em edição realizada em Miami.
Fonte: Portal AZ