Gracindo Jr. morre aos 83 anos e deixa trajetória marcante na dramaturgia
Ator e diretor dedicou mais de cinco décadas ao teatro, cinema, rádio e televisão
Gracindo Jr., ator e diretor que construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na dramaturgia brasileira, morreu na noite de terça-feira (2), no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Filho do também consagrado ator Paulo Gracindo, ele teve uma carreira marcada pela atuação no teatro, cinema, rádio e televisão, tornando-se parte importante da história das artes cênicas no país. Segundo informações divulgadas pelo Correio Braziliense, a morte ocorreu por causas naturais. O artista deixa a esposa, Daisy Poli, cinco filhos e sete netos.
A relação de Gracindo Jr. com a televisão começou ainda nos primeiros anos de funcionamento da Rede Globo. O ator integrou o primeiro elenco de telenovelas da emissora e participou de produções pioneiras, entre elas Rosinha do Sobrado, Padre Tião e Os Ossos do Barão. Nesta última, teve a oportunidade de dividir cenas com o próprio pai, Paulo Gracindo, estabelecendo também na dramaturgia uma relação familiar que marcou gerações de artistas brasileiros.
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Gracindo Jr. também manteve uma atuação abrangente no cenário cultural brasileiro, transitando por diferentes linguagens ao longo de sua carreira. Seu trabalho como ator e diretor contribuiu para consolidar uma trajetória de mais de 50 anos dedicada à arte, período em que acompanhou transformações importantes no teatro, na televisão, no cinema e no rádio. A longevidade profissional também fez com que seu nome permanecesse associado a diferentes momentos da dramaturgia nacional.
A morte do artista provocou manifestações de colegas e amigos nas redes sociais. A atriz Beth Goulart destacou Gracindo Jr. como uma referência de excelência, elegância e gentileza, enquanto Zezé Motta lamentou a despedida e falou sobre a saudade deixada pela partida do colega. Ary Fontoura também recordou a amizade, a generosidade e o carinho do ator. O velório está marcado para esta quinta-feira (3), a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro.
Fonte: Correio Braziliense