Sindicato rebate ameaça de corte de ponto e afirma que vai continuar em greve
Presidente Paulina Almeida esclareceu pontos do movimento nesta quinta-feira
A Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí, Paulina Almeida, concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (27) onde apresentou os dados atualizados a respeito da greve da categoria.
Os profissionais estão em greve há 18 dias devido ao descumprimento, por parte do governo estadual, sobre o reajuste salarial de 2019/2020 entre outros fatores ligados a infraestrutura da educação estadual.
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SINTE-PI esclarece pontos sobre o atual movimento grevista (Foto: Divulgação/Portal AZ)
“O motivo da nossa coletiva é para que nós possamos mostrar para a sociedade piauiense a situação da greve dos trabalhadores da educação, essa greve é justa e legal por aquilo que nós acreditamos: escolas públicas com qualidades e trabalhadores valorizados, o que não tem acontecido no Estado do Piauí”, disse a presidente do Sinte-PI, Paulina Almeida.
Segundo Paulina, apesar dos trabalhadores buscarem o diálogo o governador Wellington Dias não responde as reivindicações feitas pelos trabalhadores da educação que pedem a valorização no que diz a lei nº 11.738 de 2008. A proposta enviada para a Assembleia Legislativa do Piauí, de acordo com a sindicalista, é inexistente, e não atende as expectativas da categoria por ser referente ao percentual do ano de 2019, ainda com a condicionante da lei de responsabilidade fiscal.
“Permaneceremos em greve buscando o respeito a aqueles que realmente promovem o desenvolvimento e progresso para nosso estado do Piauí, continuaremos firmes e fortes mesmo diante da radicalidade do governo de dizer que cortará o ponto dos trabalhadores que estiverem em greve, não nos intimidaremos, estamos fazendo aquilo que é correto e legal. Cortar ponto de grevista tira o direito dos alunos de terem 200 dias letivos e ao mesmo tempo desobriga nós trabalhadores de pagarmos esses dias que estivemos em greve”, diz Paulina.
Coletiva na sede do Sinte (Foto: Letícia Benício/Portal AZ)
A pauta de reivindicações dos servidores do Piauí compreende o reajuste salarial de 2019/2020 para professores e funcionários ativos ou aposentados, mudanças de classe e de nível, infraestrutura das escolas, transporte e merenda escolar de qualidade, nas aposentadorias e o reenquadramento dos administrativos.
“O governo se distancia da verdade ao afirmar que está sempre aberto ao diálogo, visto que durante um ano, raras vezes em que se dispôs a negociar, tentou impor sua visão”, diz trecho que compõe a carta aberta do SINTE-PI aos piauienses.
Ainda no documento, é ressaltada a tentativa de enfraquecimento do movimento com falácias, que foi associada às ameaças de corte de ponto dos grevistas. “Permaneceremos em greve por tempo indeterminado, esperaremos até o Governo do estado apresentar uma proposta de ‘vergonha’, uma proposta que atenda as expectativas dos trabalhadores de educação, uma proposta no vencimento referente a 2019 e referente ao ano de 2020 para todos”, finalizou.
Na próxima segunda-feira (2), será realizada uma nova assembleia geral no clube do Sinte-Pi para reunir os trabalhadores da educação, em seguida vão ocorrer manifestações.
Leia a carta aberta: