Polícia leva Arimatéia Azevedo pela terceira vez ao presídio estadual

É um caso extremo da prisão de alguém que já estava preso

Por Redação do Portal AZ,

(Atualizada às 14h13)

O jornalista Arimateia Azevedo foi conduzido para a Penitenciária Estadual irmão Guido, por decisão do juiz Ulisses Gonçalves. O juiz o condenou a nove anos e quatro meses de prisão, por suposto estelionato.

Polícia leva Arimateia Azevedo pela terceira vez ao presídio estadual (Foto:Facebook)

Antes mesmo que houvesse apelação, o magistrado decretou de ofício a prisão preventiva de Arimateia Azevedo – que já estava recolhido em prisão domiciliar e monitorado por tornozeleira eletrônica. É um caso extremo da prisão de alguém que já estava preso.

Esta é a terceira vez que Azevedo é recolhido ao presídio estadual por estranhas suposições de crimes de extorsão, cujos processos começaram a surgir depois que Azevedo divulgou notícia de um projeto ou contra um desembargador do Piauí, sob suspeita de participar da grilagem de terras no litoral do Estado.

A prisão “preventiva” de Arimateia, que já estava em prisão domiciliar, é mais um capítulo de um enredo kafkiano que recai sobre a pessoa do jornalista, alvo de um assédio judicial sem precedentes na história da Justiça do estado do Piauí, que inclui uma rotineira prática de magistrados se declarem impedidos de julgar ações em que ele é parte, a destituição da defesa do jornalista pelo juiz Ulisses Gonçalves, que nomeou um defensor dativo já morto para atuar em favor de Azevedo e, agora, seu recolhimento à penitenciária – sem que se tenham esgotados os remédios judiciais garantistas da liberdade.

Ao jornalista, seus familiares e amigos, resta sempre a esperança de que fora do Piauí, em instância judicial acima do Judiciário estadual, a análise de seu caso esteja livre do assédio judicial – meio único para livrá-lo de um aprisionamento feito ao arrepio da lei.

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