“Ele está se feminilizando”: Jorge Lordello fala sobre o Maníaco do Parque

Ex-delegado também analisa o caso de Deolane Bezerra e conta episódios marcantes da carreira

Por Honorina Reis Melo,

No “Sensacional” desta segunda-feira (28), Daniela Albuquerque recebe o ex-delegado, especialista em segurança e apresentador do “Operação de Risco” (RedeTV!), Jorge Lordello, para uma conversa sobre os bastidores das investigações policiais. Durante a entrevista, ele resgata episódios da carreira e analisa casos que ganharam repercussão nacional.

Foto: Divulgação RedeTV!Jorge Lordello e Daniela Albuquerque
Jorge Lordello e Daniela Albuquerque

Na conversa, Lordello relembra que o interesse por criminologia surgiu dos livros de Agatha Christie, presentes da mãe para incentivar a leitura. Aos 22 anos, tornou-se o delegado mais jovem do país e, ao longo da carreira, oi atingido durante uma perseguição e gerenciou um presídio superlotado com 230 presos, onde também teve que lidar com rebeliões e fuga de detentos. “Depois de uma fuga, tem que fazer uma recontagem de presos para saber quem fugiu. Só depois de horas fazendo isso, nós descobrimos quantos escaparam. Aí tinha que fazer boletim, relacionar os fugitivos para os juízes, pedir mandado de prisão… Um trabalho desgastante emocionalmente e fisicamente”, pontua.

Foto: Divulgação RedeTV!Ok

Conhecido na TV e redes sociais por comentar crimes de grande impacto, Lordello traz informações sobre Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque. Ele explica que, na época dos ataques, o criminoso era sexualmente impotente e que a condição teria motivado o fim de alguns relacionamentos. O rompimento da última relação desencadeou a raiva e as atitudes agressivas. “Ele começa a namorar com uma moça gótica, de 1,60 m, branquinha, cabelo preto. Ela também desmancha o relacionamento. A partir daí, ele cria uma raiva contra as mulheres e passa a querer atacar as que são parecidas com essa ex-namorada”, explica.

O “Dr. Segurança” também comenta mudanças no comportamento do criminoso durante o período de prisão. “Existe uma possibilidade dele sair e sair como mulher trans. Ele está se feminilizando, se portando e usando algumas roupas femininas. (...) Eu li todos os laudos e um deles diz que ele tem uma obsessão em ser mulher”, afirma.

Por fim, Lordello comenta o caso de Deolane Bezerra, presa preventivamente desde maio deste ano. “A análise jurídica que faço com base no que li, me dá a impressão de que ela ficará presa até o julgamento. Pode ser de um ano, dois anos, depende de quanto vai demorar para fazer a instrução criminal e depois a sentença do juiz”, avalia.

Fonte: Portal AZ

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