Casos de feminicídio nos primeiros dias de 2026 preocupam autoridades no Piauí

Estado encerrou 2025 com 38 mulheres assassinadas; maioria dos crimes ocorreu no interior e dentro de casa

Por Redação Portal AZ,

O ano de 2026 começou sob forte preocupação para as autoridades de segurança pública no Piauí. Nos primeiros dias de janeiro, novos casos de feminicídio entraram em investigação, ampliando um cenário de violência letal contra mulheres que já havia se mostrado grave ao longo de 2025.

Foto: Joédson Alves/Agência BrasilCasos de feminicídio nos primeiros dias de 2026 preocupam autoridades no Piauí
Casos de feminicídio nos primeiros dias de 2026 preocupam autoridades no Piauí

O ano de 2026 começou sob forte preocupação para as autoridades de segurança pública no Piauí. Nos primeiros dias de janeiro, novos casos de feminicídio entraram em investigação, ampliando um cenário de violência letal contra mulheres que já havia se mostrado grave ao longo de 2025.

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Dados da Secretaria de Segurança Pública do Piauí indicam que, entre 1º de janeiro e 27 de dezembro do ano passado, foram registrados 38 feminicídios em todo o estado. A maior concentração ocorreu no interior, com 29 mortes — o equivalente a 78% do total. Em Teresina, foram contabilizados nove casos, enquanto Parnaíba registrou seis vítimas ao longo do período.

Segundo a delegada Eugênia Villa, o padrão dos crimes se mantém semelhante ao observado em anos anteriores e evidencia fragilidades estruturais no enfrentamento à violência contra a mulher. Entre os fatores apontados estão a menor presença do aparato policial em áreas interioranas e o acesso limitado a serviços de proteção e acolhimento.

Os dados também revelam que a maioria dos feminicídios ocorreu dentro do ambiente doméstico, reforçando o caráter íntimo e familiar desse tipo de violência. Para a delegada, esse aspecto demonstra a dificuldade de interromper ciclos de agressão que se desenvolvem no espaço privado, longe da vigilância do Estado.

Outro ponto destacado é o recorte racial das vítimas. Mais da metade das mulheres assassinadas em 2025 eram negras, pretas ou pardas — proporção superior à média nacional, estimada em cerca de 72%. “É uma violência que permanece ocupando, de forma desproporcional, a população negra”, afirmou Eugênia Villa.

O início de 2026, com novos casos em apuração, reforça o desafio permanente das autoridades em conter a escalada da violência de gênero no estado e evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.

Fonte: Alepi

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