Operação Ouro Sujo mira lojas suspeitas de revender joias roubadas
Quatro mandados foram cumpridos em Teresina e policiais apreenderam ouro, dinheiro e celulares
A Polícia Civil do Piauí realizou nesta quarta-feira (14) uma nova fase da operação Ouro Sujo em Teresina, com foco no combate à receptação qualificada de joias e peças de ouro de origem criminosa.
A ação, coordenada pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão — um em residência e três em estabelecimentos comerciais — e resultou na apreensão de celulares, cerca de R$ 4 mil em dinheiro e diversas peças de ouro sob suspeita de procedência ilícita.
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Segundo o delegado Felipe Bonavides, a operação dá continuidade às investigações iniciadas em 2025 para desarticular uma rede de lojistas que alimenta a cadeia de furtos e roubos de joias. De acordo com ele, os estabelecimentos investigados costumam receber ouro sem qualquer comprovação de origem, derreter o material e revendê-lo como novas peças no mercado.
“Estamos falando de receptação qualificada, em que comerciantes compram joias furtadas ou roubadas, transformam esse material e o recolocam em circulação, incentivando novos crimes”, afirmou Bonavides.
Apesar de os alvos desta etapa não serem os mesmos da fase anterior, o padrão de atuação é semelhante. As investigações apontam que os itens chegam às lojas por meio de diferentes tipos de crime, como furtos praticados por funcionários que abusam da confiança de patrões ou vítimas, além de roubos cometidos por terceiros.
Durante a operação, diversas pessoas foram conduzidas para prestar depoimentos e esclarecer sua possível participação no esquema. A polícia apura agora a origem das peças apreendidas e a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
A Secretaria de Segurança Pública informou que novas fases da operação podem ser deflagradas, com o objetivo de desarticular a rede de receptação e reduzir o mercado que sustenta crimes patrimoniais no estado.
Fonte: PCPI