Justiça reduz pena de Robinho, que poderá deixar prisão antes do previsto

Ex-jogador condenado por estupro coletivo teve 160 dias abatidos da sentença por estudo e trabalho no cárcere

Por Redação Portal AZ,

Condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália, o ex-jogador Robinho teve a pena reduzida em 160 dias após decisão da Justiça de São Paulo, o que antecipa a previsão de saída do sistema prisional.

Foto: Reprodução/Conselho Comunidade de Taubaté via YouTubeJustiça reduz pena de Robinho, que poderá deixar prisão antes do previsto
Justiça reduz pena de Robinho, que poderá deixar prisão antes do previsto

A Justiça paulista reconheceu, nesta quarta-feira (14), a remição de 160 dias da pena de Robson de Souza, o Robinho, atualmente detido no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada no âmbito da execução penal e leva em conta atividades de estudo e trabalho realizadas pelo ex-atleta enquanto cumpre pena.

Na decisão publicada oficialmente, o juiz responsável afirmou: “Declaro remidos 160 dias de pena do condenado Robson de Souza”. Com o abatimento, Robinho, que inicialmente teria a pena encerrada em março de 2033, poderá deixar a prisão no fim de 2032, caso não haja novas alterações no cálculo.

A defesa sustenta que a redução não se trata de benefício excepcional, mas de aplicação direta da Lei de Execução Penal. Segundo o advogado Mário Rossi Vale, a remição foi conquistada dentro dos critérios legais. “Foi o reconhecimento de dias efetivamente cumpridos por meio de estudo e trabalho durante a execução da pena”, afirmou em entrevista ao g1.

Robinho cumpre no Brasil a condenação imposta pela Justiça italiana pelo crime ocorrido em janeiro de 2013, em uma boate de Milão. À época, o jogador atuava pelo Milan e foi acusado, junto a outros brasileiros, de estuprar uma jovem de origem albanesa após ela ter sido embriagada.

A condenação tornou-se definitiva em 2022, após a Corte de Cassação de Roma rejeitar o último recurso da defesa. Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a sentença estrangeira, permitindo o cumprimento da pena em território brasileiro.

Fonte: Metrópoles

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