Justiça mantém prisão de professor suspeito de abusar de 244 alunos no Maranhão
Segundo o delegado responsável pelo inquérito, os abusos aconteciam dentro da sala de aula, com atos de cunho libidinoso
A Justiça decidiu manter a prisão de um professor suspeito de cometer abusos sexuais contra 244 crianças e adolescentes no município de Tuntum, no Maranhão. O homem, identificado pelas iniciais O.M.R., foi detido na quarta-feira (21), em União, no Piauí, e continuará preso após audiência de custódia realizada em Teresina.
Com a decisão, o investigado permanecerá sob custódia no Piauí até que seja transferido para um presídio maranhense. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Maranhão, que apura denúncias envolvendo centenas de vítimas, todas crianças e adolescentes.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
De acordo com o delegado Wlisses Alves, responsável pelo inquérito em Presidente Dutra (MA), os relatos indicam que os atos ocorreram no ambiente escolar, durante as aulas. As condutas descritas pelas vítimas envolvem atos de cunho libidinoso. Até o momento, segundo a polícia, não há registro de estupro, mas o volume de denúncias ampliou o alcance da investigação.
As autoridades informaram ainda que o professor já havia sido preso anteriormente, mas respondia ao processo em liberdade provisória. Após novas informações chegarem à polícia, o mandado de prisão voltou a ser cumprido.
Denúncias começaram dentro da escola
O caso veio à tona em maio de 2025, quando uma aluna procurou a direção da escola para relatar o que teria ocorrido em sala de aula. O diretor da unidade, que também atua como comandante do Corpo de Bombeiros no município, acionou a polícia e deu voz de prisão ao professor.
Após o primeiro registro, outros estudantes passaram a procurar a delegacia, relatando situações semelhantes. Com isso, o número de possíveis vítimas aumentou significativamente, levando a polícia a aprofundar as apurações e reunir novos depoimentos.
Fonte: Portal AZ