Chefe do PCC suspeito de plano contra Moro é preso no Ceará
Foragido da Justiça paulista, Sidney Rodrigo Piovesan foi capturado no Eusébio e entregue à PF
A Polícia Militar do Ceará prendeu nesta quarta-feira (4), em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, apontado pela Polícia Federal como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de participar do plano para sequestrar o senador Sérgio Moro e atacar autoridades, em 2023.
Considerado foragido da Justiça paulista, El Cid havia deixado São Paulo após fugir de uma unidade prisional e estava escondido no Ceará, segundo informações divulgadas pelo governador Elmano de Freitas (PT). No momento da prisão, ele tinha dois mandados em aberto expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, um por homicídio e outro por regressão cautelar relacionada a crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.
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A localização do suspeito ocorreu após a prisão de sua esposa, abordada pela Polícia Rodoviária Estadual em Iguatu, no centro-sul do Ceará, quando seguia para São Paulo. Ela apresentou documento falso e foi detida, o que levou a Polícia Militar a intensificar os levantamentos de inteligência.
Com base nessas informações, equipes da PM abordaram El Cid nas proximidades de um condomínio de alto padrão em Eusébio, a mais de 300 quilômetros do local da primeira prisão. Ele também portava documentação falsa e não ofereceu resistência.
De acordo com investigações da Polícia Federal, Sidney Rodrigo integra o núcleo do PCC conhecido como “Restrita 05”, apontado como responsável pela organização, financiamento e planejamento de sequestros e atentados contra autoridades. Além de Sérgio Moro, o grupo teria incluído entre os alvos o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
Com histórico criminal extenso, El Cid responde por tráfico de drogas, roubo, associação criminosa e tentativa de homicídio. Ele é acusado de participar de um ataque contra cinco policiais militares em março de 2014, em São Paulo.
Após a prisão, o suspeito foi entregue à Polícia Federal, que dará prosseguimento aos procedimentos legais e à transferência para o sistema prisional.
Fonte: Com informações do G1