Polícia Civil mira consórcios suspeitos de golpes e prende dois empresários
Empresas têm atividades suspensas por decisão judicial; investigação aponta vítimas em ao menos seis estados
A Polícia Civil do Piauí deflagrou nesta terça-feira (25) uma operação contra um esquema de consórcios fraudulentos que resultou na prisão de dois empresários e na suspensão das atividades de quatro empresas investigadas por estelionato.
A ação foi conduzida pela 6ª Seccional de Polícia, com apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Polícia Civil de Pernambuco, para cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Foram detidos um suspeito no Piauí e outro em Pernambuco, apontados como proprietários das empresas sob investigação.
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Por determinação da Central de Inquéritos de Teresina, tiveram as atividades comerciais suspensas as empresas Águia Consórcios, Magnatas Cred, Vianna Cred Consórcios e Onebankdigital Serviços Financeiros Ltda.
Segundo o delegado Walter Cunha, o grupo utilizava redes sociais, especialmente o Facebook, para anunciar falsamente a venda de veículos com entrega rápida e condições facilitadas de pagamento. Após atrair os interessados, as empresas exigiam um valor de entrada e apresentavam contratos que, na prática, eram de consórcios — modalidade diferente da prometida.
Depois do pagamento, os veículos não eram entregues e os valores não eram devolvidos. Quando cobradas, as empresas alegavam prazos contratuais expirados ou apresentavam justificativas consideradas evasivas pela investigação.
A polícia também identificou que uma das empresas investigadas não possuía autorização do Banco Central para operar consórcios, o que reforça a suspeita de irregularidades no modelo de atuação.
De acordo com o inquérito, o esquema fez vítimas em diferentes estados, entre eles Maranhão, Amapá, Tocantins, Goiás e Roraima, além do Piauí. Muitas delas teriam investido economias destinadas à compra do primeiro veículo.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e ampliar o levantamento de pessoas lesadas.
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Fonte: PC-PI