STJ nega liberdade a PM acusado de feminicídio
Defesa tenta anular prisão, mas ministro mantém decisão da Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça decidiu manter a prisão do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, ao rejeitar um pedido de soltura apresentado pela defesa do oficial.
O relator do caso entendeu que o recurso utilizado pela defesa não era adequado para contestar a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. Segundo o magistrado, não houve descumprimento de decisão do tribunal que justificasse o uso da medida apresentada.
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Geraldo foi preso na quarta-feira após ser indiciado por feminicídio e fraude processual. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, versão apresentada pelo próprio oficial ao acionar a polícia. A soldado foi encontrada morta no apartamento onde o casal morava.
Com o avanço das investigações, a hipótese foi revista. Mensagens encontradas no celular do tenente-coronel indicaram ameaças contra a vítima, o que reforçou a suspeita de homicídio.
Além disso, imagens registradas por câmeras corporais dos policiais que atenderam à ocorrência apontaram indícios de que o oficial teria tentado alterar a cena do crime.
A investigação passou a classificar o caso como feminicídio, o que levou à prisão do suspeito e ao aprofundamento das apurações.
Fonte: Com informações da Agência Brasil