Polícia apreende R$ 50 mil e máquina de dinheiro ligada a Deolane

Operação investiga esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC em SP

Por Dominic Ferreira,

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma investigação policial após a Polícia Civil de São Paulo apreender uma máquina de contar dinheiro e uma caixa com cerca de R$ 50 mil em espécie identificada com o nome “Dra Deolane”. O material foi encontrado durante buscas na residência de Everton de Souza, conhecido como “Player”, investigado na Operação Vérnix por suspeita de atuar como operador financeiro do Primeiro Comando da Capital.

Foto: Créditos: CNN BrasilDeolane Bezerra e outros alvos da Operação Integration são liberados da prisão pela Justiça
Deolane Bezerra 

Segundo os investigadores, “Player” seria responsável pela movimentação e distribuição de recursos ligados à facção criminosa. Durante a operação, os policiais localizaram a caixa com dinheiro sobre uma pia na cozinha da residência, ao lado da máquina de contagem de cédulas. Na tampa da caixa havia o nome da influenciadora acompanhado do símbolo da balança da Justiça e da frase “o justo se justifica”. A defesa de Deolane afirma que ela é inocente e nega envolvimento em atividades ilícitas.

As investigações apontam que a influenciadora teria ligação com uma rede de empresas supostamente utilizadas para ocultação e movimentação de recursos ilegais. Relatórios da polícia indicam que Deolane controlaria dezenas de pessoas jurídicas registradas em um mesmo endereço residencial no interior paulista. A operação também apura a atuação de uma transportadora apontada como empresa de fachada usada para movimentar recursos atribuídos à organização criminosa.

Após a prisão, Deolane foi transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista, localizada a mais de 600 quilômetros da capital paulista. O inquérito é conduzido pela Delegacia Seccional de Presidente Venceslau e segue analisando documentos, movimentações bancárias e mensagens obtidas durante a investigação. A polícia afirma que as provas reunidas indicam um esquema estruturado de lavagem de capitais envolvendo operadores financeiros, familiares de integrantes da facção e empresas utilizadas para redistribuição dos recursos.

Fonte: Infomoney

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