Júlio Arcoverde nega ser contra fim da escala 6x1 e reage a críticas
Deputado afirma que apoios a emendas não significam defesa de jornada maior
O deputado federal Júlio Arcoverde reagiu às críticas e publicações nas redes sociais que o apontam como contrário à redução da escala 6x1. Segundo o parlamentar, informações falsas têm distorcido sua atuação no debate da PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho no país.
“Os ataques começaram. Estão tentando espalhar fake news sobre a minha atuação parlamentar e criar a imagem de que eu sou contra o fim da escala 6x1. Onde já se viu isso? Eu sou a favor da escala reduzida. É impossível alguém que conheça a realidade do trabalhador brasileiro ser contra uma medida que busca dar mais dignidade, descanso e qualidade de vida às pessoas”, afirmou.
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O deputado explicou que assinou apoiamentos regimentais de emendas apresentadas à proposta, mas destacou que não é autor dos textos e que o procedimento não representa concordância integral com o conteúdo.
“Assinar apoiamento não é ser autor da proposta, nem concordar com cada ponto do texto. É permitir que o tema seja debatido dentro da Comissão, como deve acontecer em uma democracia. O Parlamento existe para discutir, aperfeiçoar e construir soluções”, declarou.
Uma das emendas citadas nas críticas foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra e prevê, em situações específicas e mediante acordo individual ou coletivo, possibilidade de jornada acima do limite regular, com compensação financeira por horas extras.
Segundo Júlio Arcoverde, o texto tem sido divulgado de forma descontextualizada nas redes sociais.
“O que estão fazendo é pegar um ponto técnico, tirar do contexto e transformar em ataque político. Eu sou a favor do fim da escala 6x1. Sei que muitos trabalhadores vivem uma rotina exaustiva, com pouco tempo para a família, para o descanso e para a própria saúde. Isso precisa mudar”, disse.
Apesar de defender a redução da jornada, o parlamentar afirmou que a mudança precisa considerar impactos sobre empresas e diferentes setores econômicos.
“Defender a redução da escala não significa ignorar que existem setores que precisam de adaptação. É preciso proteger o trabalhador e, ao mesmo tempo, garantir que pequenos negócios consigam se reorganizar. O caminho é responsabilidade, diálogo e equilíbrio. O que não dá é transformar um debate sério em fofoca de internet”, afirmou.
Ao final, Júlio Arcoverde reiterou sua posição favorável à proposta e defendeu uma transição organizada para aplicação das mudanças.
“Minha posição é clara: sou a favor da redução da escala 6x1. O trabalhador brasileiro merece mais dignidade, mais descanso e mais qualidade de vida. O que eu defendo é que essa mudança seja feita com responsabilidade, para que funcione na prática e não vire apenas discurso bonito no papel”, concluiu.
Fonte: Portal AZ