Moraes nega pedido para filhos visitarem Bolsonaro no Dia dos Pais
Ministro manteve a restrição de visitar após o ex-presidente descumprir medidas judiciais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que os filhos do ex-presidente pudessem visitá-lo neste domingo (9), Dia dos Pais. A solicitação previa a entrada de Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro na tarde da data comemorativa.
A defesa havia argumentado que a autorização teria caráter excepcional e buscaria preservar os vínculos familiares entre Bolsonaro e os filhos. Moraes, porém, manteve a restrição de visitas imposta ao ex-presidente após o descumprimento de determinações judiciais.
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A medida estabelece que Bolsonaro permaneça 30 dias sem receber visitas, com exceção de atendimentos médicos e de seus advogados. Foi com base nessa sanção que o ministro rejeitou a autorização solicitada para o Dia dos Pais.
Flávio já tinha restrição específica
No caso de Flávio Bolsonaro, a situação é diferente da dos irmãos. O senador está impedido de visitar o pai por uma decisão específica de Moraes, que suspendeu as visitas por 90 dias em julho.
A restrição ocorreu depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. No documento, Bolsonaro o indicava como seu porta-voz na disputa eleitoral de 2026.
Entre as medidas impostas ao ex-presidente está a proibição de divulgação de manifestações suas nas redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Por esse motivo, Moraes considerou a publicação da carta um descumprimento das determinações judiciais.
A defesa de Bolsonaro recorreu da suspensão das visitas e afirmou que a medida era desproporcional. Os advogados também alegaram que o ex-presidente não sabia que a carta seria publicada por Flávio e negaram que tivesse havido combinação prévia para a divulgação.
O recurso foi encaminhado por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá se manifestar sobre a manutenção ou não da restrição.
Fonte: Com informações da CNN