Meta nega favorecimento a Flávio Bolsonaro e contesta denúncia ao TSE

Empresa atribui falhas nas redes a problemas técnicos e afirma não haver provas de interferência eleitoral A Meta, empresa responsável pelo

Por Redação,

A Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, negou ter favorecido a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de 2026. A manifestação foi enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), junto ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), denunciar possíveis restrições ao alcance de publicações de apoiadores do petista. Em ofício encaminhado ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a companhia classificou as acusações como falsas e afirmou que elas não são sustentadas por dados objetivos.

Foto: Meta Platforms/DivulgaçãoMeta

A denúncia apresentada pela campanha de Lula aponta que publicações de apoiadores do presidente teriam sofrido redução de alcance nas plataformas, enquanto conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro manteriam índices elevados de audiência. Diante das alegações, o ministro do TSE solicitou esclarecimentos à empresa sobre o funcionamento dos sistemas de distribuição de conteúdo, as medidas de moderação aplicadas e possíveis diferenças de tratamento entre as candidaturas. O tribunal também pediu a preservação de registros e informações relacionados às publicações investigadas. 

Em sua resposta, a Meta reconheceu a ocorrência de uma falha técnica global em 7 de outubro, que afetou temporariamente a contabilização das visualizações de publicações e vídeos no formato Reels. Segundo a empresa, o problema não ficou restrito ao Brasil nem a conteúdos políticos, tendo atingido criadores de mais de cem países. A companhia também afirmou que a falha não alterou a distribuição das publicações e declarou que a conta oficial de Lula registrou desempenho acima de sua média recente naquele dia. Sobre a desativação temporária da conta de anúncios da campanha petista, a empresa alegou que houve um erro de classificação, posteriormente identificado e corrigido. 

A Meta negou, ainda, ter aplicado medidas seletivas para beneficiar ou prejudicar candidatos e afirmou que acusações semelhantes de favorecimento são feitas por diferentes lados da disputa eleitoral. O caso coloca em discussão a transparência dos sistemas de recomendação e moderação das redes sociais durante as eleições, além da necessidade de garantir condições equilibradas para as campanhas digitais. A manifestação da empresa integra o processo de análise conduzido pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar as informações apresentadas antes de decidir sobre as alegações. Até que haja uma conclusão do tribunal, as denúncias da campanha e as explicações da Meta devem ser tratadas como posições das partes envolvidas. 

Fonte: Correio Braziliense

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