Brasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Estimativa do Inca aponta avanço da doença e alerta para desigualdades regionais

Por Redação Portal AZ,

O Brasil deverá registrar, em média, 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que aponta a doença se aproximando das cardiovasculares como principal causa de morte no país.

Foto: Reprodução/InternetBrasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028
Brasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Os dados fazem parte da publicação Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, em alusão ao Dia Mundial do Câncer. De acordo com o Inca, o crescimento dos casos está associado ao envelhecimento da população, mas também evidencia desigualdades regionais e dificuldades persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.

Entre os homens, os tipos mais frequentes são câncer de próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama (30%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%).

O levantamento também revela fortes assimetrias regionais. O câncer de colo do útero segue entre os mais incidentes nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o de estômago apresenta maior ocorrência entre homens dessas mesmas regiões. Tumores associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, são mais comuns no Sul e no Sudeste.

Para o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, os dados refletem tanto fatores estruturais quanto mudanças no estilo de vida da população. Ele destaca preocupação especial com o aumento dos casos de câncer de cólon e reto, associado à obesidade, ao sedentarismo e à exposição precoce a fatores de risco. “Esse crescimento indica que medidas mais efetivas de prevenção precisam ser adotadas”, afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a redução dos casos de câncer de colo do útero está ligada à ampliação da vacinação contra o HPV, mas reforçou que a prevenção segue como principal estratégia. “É fundamental combater hábitos que elevam o risco de câncer, como o tabagismo — especialmente entre os jovens — e o avanço da obesidade”, disse.

Padilha também citou a adesão da operadora Amil ao programa Agora Tem Especialistas, que deve ampliar o acesso a procedimentos de alta complexidade ao disponibilizar 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes que aguardam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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