Nova sede do PIT será instalada em antigo prédio da Agespisa

Prédio da Agespisa abrigará nova sede do Piauí Instituto de Tecnologia

O prédio que antes abrigava a Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) em Teresina passará a ser a nova sede do Piauí Instituto de Tecnologia (PIT). O anúncio dessa mudança foi feito pelo governador Rafael Fonteles na terça-feira, 14 de março, durante uma entrevista ao programa Bom Dia Piauí da TV Clube.

Atualmente, o PIT opera na Escola de Tecnologia Engenheiro Sampaio, localizada na Avenida Campos Sales, no Centro-Sul da capital piauiense. A nova sede, localizada na Avenida Marechal Castelo Branco, ainda não tem data de inauguração, já que o local passará por reformas antes de abrir suas portas.

O governador também revelou que a faculdade planeja um novo processo seletivo para o segundo semestre, com o início das aulas na nova sede previsto para o primeiro semestre de 2027. O PIT é conhecido por oferecer cursos tecnólogos de ensino superior, com duração de dois a três anos, focados em áreas como agrotécnica, agroindústria e economia digital.

Atualmente, a instituição oferece cursos de bacharelado e tecnologia em inteligência artificial, cujas aulas do primeiro semestre de 2026 começaram em fevereiro. Esses cursos refletem a crescente demanda por habilidades tecnológicas no mercado de trabalho moderno.

Agespisa: da extinção à nova função

A Agespisa foi extinta em julho de 2025 após a concessão de seus serviços ser adquirida pelo grupo empresarial Aegea, que também controla a Águas de Teresina. O grupo pagou R$ 1 bilhão em leilão realizado em outubro de 2024 para obter a concessão de 35 anos dos serviços de abastecimento de água e esgoto no estado.

Desde maio de 2025, a Águas do Piauí, parte do grupo Aegea, é responsável pelos serviços em 221 cidades do Piauí. Essa transição marcou o fim de uma era para a Agespisa, agora substituída por uma nova trajetória como sede educacional.

Impacto nas vidas dos servidores

Com a extinção da Agespisa, o governo do estado apresentou um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) aos servidores, que oferecia uma indenização de até R$ 300 mil. No entanto, 236 funcionários que optaram por não aderir ao PDV foram demitidos. A Justiça do Trabalho determinou que esses servidores recebessem os salários de novembro, dezembro e o 13º de 2025.

Embora todos os pagamentos tenham sido efetuados, o Sindicato dos Urbanitários do Piauí (Sintepi) considerou as demissões como "arbitrárias". Esse desfecho reflete as complexas consequências sociais e trabalhistas decorrentes da privatização e reestruturação do setor.

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