Campeonato Sul-Coreano de Futebol é primeiro a voltar no mundo; Celso de Mello recebe cópia de gravação citada por Sergio Moro
Campeonato Sul-Coreano de Futebol é primeiro a voltar no mundo; Celso de Mello recebe cópia de gravação citada por Sergio Moro
O Jeonbuk Motors, atual campeão da K-League, campeonato nacional sul-coreano, estreou ontem (8) com pé direito contra o Suwon Bluewings. Venceu em casa por 1 a 0 o embate que marcou a abertura da competição e o retorno do esporte após a pandemia do novo-coronavírus (covid-19). A Coreia do Sul é um dos países que melhor gerenciou a crise da covid-19: foram 10.822 casos confirmados da doença e 256 mortes no país desde o início da pandemia, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado nesta sexta-feira (8).
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A partida, válida pela primeira rodada da K-League, estava prevista para fevereiro, mas o surto da covid-19 atingiu a Coreia do Sul, paralisando todas as atividades. O jogo de abertura finalmente aconteceu na manhã de ontem, diante de arquibancadas praticamente vazias. A exceção ficou por conta de jornalistas e profissionais de imagem - fotógrafos e cinegrafistas - devidamente protegidos com máscaras. Até mesmo os jogadores nos bancos reservas também aguardavam a hora de entrar em campo com o utensílio de proteção.
2020 K League 1 - Jeonbuk Hyundai Motors FC v Suwon Samsung Bluewings
Mesmo no banco, reservas se protegeram com máscara para evitar o contádio do novo coronavírus (covid-19) - REUTERS/Kim Hong-Ji/Direitos Reservados
No gramado, o meia-atacante brasileiro Murilo Henrique, de 25 anos - ex-Botafogo de Ribeirão Preto (SP) - contratado em janeiro deste aos, pode fazer finalmente sua estreia com a camisa dez do Jeonbuk Motors. O brasileiro começou jogando e seguiu em campo até o 15 minutos do segundo tempo, quando foi substituído. O gol que sacramentou a vitória do Jeonbuk foi marcado por Dong-gook Lee, nos minutos finais.
Embora pouco badalado entre os principais campeonatos de futebol do planeta, o K-League teve transmissão ao vivo pela tevê para 70 países e também pode ser assistido pela redes sociais (Twitter e Youtube). Para alegria dos apaixonados por futebol, a competição prossegue neste fim de semana.
Ministro do STF recebe cópia de gravação citada por Sergio Moro
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu na noite de ontem(8) a cópia da gravação de uma reunião, realizada no dia 22 de abril, entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos. O registro da reunião foi solicitada pelo decano, que determinou que a mídia seja mantida em segredo de Justiça.
No despacho proferido na terça-feira (5), Celso de Mello pediu a cópia da gravação à Secretaria-Geral e à Secretaria de Comunicação da Presidência da República ao atender o pedido de diligência feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura as declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF). A reunião foi citada por Moro em depoimento à PF na semana passada.
Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da Polícia Federal.
As imagens da reunião foram entregues pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral, em um HD externo. De acordo com documento que comprova a entrega, a mídia “contém o inteiro teor, sem qualquer edição ou seleção de fragmento” da gravação da reunião.
Durante a semana, antes da entrega, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu restrições ao envio da gravação. Na primeira petição, a AGU pediu que a entrega fosse revogada “pois nela foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros”. Ontem (7), o órgão pediu que o ministro também analisasse a possibilidade de entregar somente uma parte da gravação da reunião.
No início da tarde de hoje, a AGU solicitou que seja definida a cadeia de custódia, ou seja, por quais órgãos o vídeo deve passar até que seja periciado.
Após receber as manifestações do órgão, Celso de Mello pediu parecer da PGR sobre o assunto.
Fonte: Agência Brasil
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