Eleição 2020: veja o que levar e o que não levar no dia da votação; Eliminatórias: Brasil fura retranca da Venezuela e vira líder isolado

Eleição 2020: veja o que levar e o que não levar no dia da votação; Eliminatórias: Brasil fura retranca da Venezuela e vira líder isolado

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Justiça Eleitoral elaborou um plano de segurança sanitária com diversas recomendações aos eleitores sobre procedimentos a serem adotados durante a votação, que ocorre no domingo (15) das 7h às 17h.

Neste ano, os itens imprescindíveis para votar são um documento oficial com foto e a máscara, cujo uso será obrigatório a todo o momento nas sessões eleitorais.

A Justiça Eleitoral recomenda ainda que, se possível, o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação, de modo a evitar o compartilhamento de objetos e a disseminação do novo coronavírus.

Assim como ocorreu em anos anteriores, o eleitor que já fez o cadastro biométrico pode, caso prefira, utilizar o aplicativo e-Título para se identificar, precisando mostrar somente a tela do celular ao mesário. A ferramenta digital dispensa que o eleitor porte qualquer documento em papel.

O eleitor também pode levar a conhecida cola na hora de votar, com os números de seus candidatos. Vale lembrar, porém, que não é permitido portar o aparelho celular dentro da cabine de votação. Por isso, se for mesmo necessária, o melhor é levar a cola em papel.

Dentro da cabine, também são proibidos máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou quaisquer instrumentos que possam comprometer o sigilo do voto. Esses aparelhos devem ficar retidos com o mesário enquanto o eleitor vota.

Está previsto que a Justiça Eleitoral deverá fornecer álcool gel aos eleitores. O previsto é que também haja álcool 70% disponível para higienização de superfícies.

Os organizadores da eleição não incentivam o uso de luvas, seja por mesários ou eleitores, sob o argumento de que o item desencoraja a higienização frequente das mãos e ainda pode se tornar um vetor de transmissão de covid-19, no caso de descarte inadequado.

Abaixo, as recomendações aos eleitores feitas pela Justiça Eleitoral no Plano de Segurança Sanitária das Eleições Muncipais de 2020. Instruções para mesários, coordenadores e outras pessoas envolvidos no processo eleitoral podem ser encontradas na íntegra do documento, disponível no site do TSE.

Instruções aos eleitores

- Se apresentar febre, não saia de casa.

- No transporte até o local de votação, mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas em filas e evite entrar em veículos cheios.

- Mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas dentro dos locais de votação. Evite contato físico com outras pessoas, como abraços e apertos de mão.

- Respeite a marca de distanciamento nas filas e nas seções eleitorais (sinalizada com adesivos nos chãos).

- Se possível, compareça sozinho ao local de votação. Evite levar crianças e acompanhantes.

- Permaneça nos locais de votação apenas o tempo suficiente para votar.

- Use máscara desde o momento que sair de casa até a volta.

- Nos locais de votação, não é permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer outra atividade que exija retirada da máscara.

-Se possível, leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação.

- Mostre seu documento oficial com foto, esticando os braços em direção ao mesário. O mesário verificará os dados de identificação à distância.

- Se houver dúvida na identificação, o mesário poderá pedir que você dê dois passos para trás e abaixe brevemente a máscara.

- Higienize as mãos com álcool em gel antes e depois de votar.

Eliminatórias: Brasil fura retranca da Venezuela e vira líder isolado

Assim como na última Copa América, o Brasil sofreu com a forte retranca da Venezuela. A diferença é que, ao contrário do ano passado, a Seleção saiu vitoriosa. Nesta sexta-feira (13), os comandados de Tite superaram a Vinotinto por 1 a 0 no estádio do Morumbi, em São Paulo, pela terceira rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. O duelo foi transmitido ao vivo pela Rádio Nacional e garantiu a liderança isolada aos brasileiros, com nove pontos e 100% de aproveitamento.

Do time considerado ideal, três jogadores não estiveram em campo: o volante Casemiro (infectado pelo novo coronavírus), o meia Philippe Coutinho e o atacante Neymar (lesionados). Apesar da posse de bola e do controle das ações ofensivas, a seleção brasileira mostrou dificuldades, técnicas e de criatividade, para escapar da retranca adversária. São detalhes que Tite terá de ajustar até terça-feira (17), pensando no próximo compromisso: o clássico diante do Uruguai, no estádio Centenário, em Montevidéu, às 20h (horário de Brasília). Com a derrota, os venezuelanos - que, no mesmo dia, recebem o Chile às 18h - continuam na penúltima posição das eliminatórias, ainda zerados.

Brasil garantiu a liderança após vitória sofrida - Direitos reservados/Lucas Figueiredo -CBF

O primeiro tempo foi quase ele todo jogado na metade venezuelana do campo. A seleção vinotinto se fechou toda, com duas linhas defensivas - uma de cinco atletas e outra de quatro -, para diminuir os espaços do Brasil, que teve a posse da bola em mais de 70% do tempo. Na beira do campo, Tite pedia a todo instante para os brasileiros girarem a bola, com paciência, mas também se movimentarem. O que pouco aconteceu.

Em meio à dificuldade de se aproximar da área venezuelana, a seleção brasileira buscou, muitas vezes, lançamentos para quebrar as linhas adversárias. O Brasil até balançou as redes assim logo aos seis minutos, em jogada concluída pelo atacante Richarlison, mas a arbitragem entendeu que o lateral Renan Lodi - alçado pelo zagueiro Marquinhos, no inicio do lance - estava impedido. Aos 32, agora em posição legal, Renan Lodi cruzou pela esquerda, o atacante Gabriel Jesus desviou e Richarlison, de forma inacreditável, perdeu na pequena área.

Foi a única chance real da Seleção nos 45 minutos iniciais. Com a equipe estática, pouco intensa e com muitos erros na hora do passe final, a insistência nos lançamentos ou em passes mais aprofundados se mostrou pouco eficiente. Fora a oportunidade desperdiçada por Richarlison, o mais perto que o Brasil chegou do gol foi em um chute do volante Douglas Luiz, que passou rente à trave, aos 42 minutos.

Para tentar qualificar o passe e quebrar a marcação, Tite retornou para o segundo tempo com o meia Lucas Paquetá no lugar de Douglas Luiz e com Richarlison caindo pela direita, com Gabriel Jesus no meio do ataque. A equipe seguia insistindo em lançamentos e cruzamentos, ainda sem aquela movimentação esperada pelo técnico. Mas quando ela aconteceu, a rede balançou. Aos 22 minutos, Paquetá esticou a bola para Everton Ribeiro - que voltou do intervalo na esquerda, mas apareceu pela direita. O meia cruzou, a zaga afastou mal e Firmino aproveitou para marcar.

Com a vantagem no placar, o treinador mexeu no ataque, trocando Richarlison e Gabriel Jesus por Everton Cebolinha e Pedro. A última chance brasileira no duelo passou pelos pés do atacante do Flamengo, que brigou pela bola na meia-lua e rolou para Firmino bater colocado, aos 40 minutos, próximo à meta venezuelana. A única oportunidade da Vinotinto foi uma cobrança de falta do meia Romulo Otero, já nos acréscimos, na intermediária. A batida do jogador do Corinthians, porém, resvalou na barreira, sem perigo à meta defendida por Ederson.

Firmino marcou o único gol da partida contra a Venezuela - Direitos reservados/Lucas Figueiredo - CBF

Próximo adversário da seleção brasileira, o Uruguai mostrou força ao derrotar a Colômbia fora de casa por 3 a 0, em Barranquilla. Os atacantes Darwin Núñez, Luís Suárez e Edinson Cavani. A Celeste Olímpica foi a seis pontos, em quarto lugar, enquanto os colombianos caíram para a sétima posição, com quatro pontos. O Chile, por sua vez, ganhou a primeira nas eliminatórias. A Roja recebeu o Peru em Santiago e venceu o "Clássico do Pacífico" por 2 a 0, com dois gols do meia Arturo Vidal. A equipe da casa subiu para quatro pontos e à sexta posição. Com um só ponto, os peruanos estão em oitavo.

Fonte: Agência Brasil

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