Brasil goleia seleção peruana e segue 100% na Copa América; Forró com tempero feminino no álbum de estreia da banda As Fulô do Sertão

Brasil goleia seleção peruana e segue 100% na Copa América; Forró com tempero feminino no álbum de estreia da banda As Fulô do Sertão


Com gols do lateral Alex Sandro, do meia Everton Ribeiro e dos atacantes Neymar e Richarlison, o Brasil goleou a seleção peruana por 4 a 0, na noite desta quinta-feira (17) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 2ª rodada da Copa América. O resultado deixou o time do técnico Tite na liderança do Grupo B com seis pontos e 100% de aproveitamento.

A seleção brasileira dominou o confronto, e não demorou a abrir o marcador. Logo aos 11 minutos, Alex Sandro recebeu passe de Gabriel Jesus, após bom cruzamento de Everton Cebolinha, e mandou para o fundo das redes peruanas. Aos 24, o volante Fabinho chutou forte de fora da área, aproveitando rebote após a zaga afastar cruzamento de Neymar, e a bola passou perto do gol defendido por Gallese.

Após o intervalo, o ritmo continuou o mesmo, com o Brasil comandando as ações. Aos 14 foi marcado pênalti de Tapia em Neymar. Mas, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), o juiz acabou voltando atrás.

Porém, aos 22 Neymar deixou o seu. O camisa 10 recebeu na entrada da área, girou para se livrar da marcação e bateu cruzado. Quatro minutos depois o atacante do PSG (França) assumiu o papel de garçom e tocou para Richarlison, que bateu de chapa para forçar o goleiro a defender.

 Aos 32, o Peru criou sua chance mais perigosa, quando o atacante Valera, dentro da pequena área sozinho, perdeu um gol incrível.

Dez minutos depois o Brasil conseguiu o gol que sacramentou a vitória. Após boa tabela entre Neymar e Everton Ribeiro, o camisa 10 tocou para Richarlison, que mandou para Everton, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. Mas a equipe do técnico Tite queria mais, e conseguiu aos 46, com Richarlison.

Na próxima rodada, o Brasil folga na competição. O time de Tite volta a entrar em campo na próxima quarta-feira (23), quando mede forças com a Colômbia.

Senado aprova MP que viabiliza a privatização da Eletrobras

O Senado aprovou ontem, a medida provisória (MP) que viabiliza a privatização da Eletrobras. O texto foi aprovado com 42 votos favoráveis e 37 contrários. Por ter sofrido alterações em relação ao que foi aprovado na Câmara dos Deputados, em maio, o texto volta para nova apreciação dos deputados.

A votação foi marcada pela divisão e pelos debates sobre o tema. Senadores de partidos geralmente opostos em votações polêmicas ficaram do mesmo lado. O PT e o PSDB, por exemplo, se posicionaram contrários ao texto apresentado pelo relator senador Marcos Rogério (DEM-RO). Houve, no entanto, divisão em partidos como o MDB.

O relator ouviu sugestões ao longo do dia e acatou emendas, o que possibilitou reverter posicionamentos que até ontem (16) eram contrários à medida. “Todo o esforço feito foi para garantir a aprovação da medida provisória, com a capitalização da Eletrobras, devolvendo a ela o protagonismo no setor elétrico, a capacidade real de investimento para modernização do parque de geração e de transmissão, com foco, sobretudo, na modicidade tarifária, na redução do preço da energia”, disse o relator.

Trechos incluídos na Câmara, consideradas matérias estranhas à MP original foram mantidas no relatório de Marcos Rogério. Dentre eles está o dispositivo que obriga o governo federal a contratar, por 15 anos, energia gerada por usinas termelétricas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O relator adicionou à lista a região do Triângulo Mineiro. A energia termelétrica é mais cara e isso provocou divergências mesmo entre senadores favoráveis à política de privatização de estatais.

Alguns senadores defenderam que a contratação de energia de termelétricas vai encarecer a conta de luz do brasileiro. “Toda essa cota vai operar a uma tarifa maior do que a do leilão. Portanto, a tarifa vai subir, mesmo que na conta de desenvolvimento energético sejam colocados alguns bilhões lá. A conta de luz vai subir. Essa é a realidade dessa MP”, argumentou Jean Paul Prates (PT-RN).

O senador Marcos Rogério também manteve pontos que regulam leilões de energia e dispõem sobre obrigações das empresas estatais que precisarão ser criadas para a administração da usina de Itaipu e do setor de energia nuclear, que, por determinação constitucional, devem ficar sob controle da União.

Dentre as alterações feitas pelo relator em relação ao texto aprovado pelos deputados, está o aumento da contratação obrigatória de usinas termelétricas movidas a gás natural inflexíveis de 6.000 Megawatt (MW) para 8.000 MW. Ele também inseriu um dispositivo que limita a 1% o máximo de ações que poderá ser adquirido pelos funcionários da Eletrobras.

Para atender a bancada de Roraima, em um movimento que garantiu votos favoráveis ao seu relatório, Marcos Rogério acrescentou um dispositivo que garante a continuidade da interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Roraima é o único estado do país não integrado ao SIN e, por isso, parte de sua energia é comprada da Venezuela, com quem faz fronteira.

Outra alteração na MP impede que as sedes das subsidiárias da Eletrobras – Chesf, Furnas, Eletronorte e CGT Eletrosul – sejam extintas, fundidas ou tenham o domicílio modificado no prazo de dez anos.

Os deputados voltam a apreciar a MP e caso sejam feitas novas alterações o texto retorna ao Senado. Uma medida provisória precisa ter o mesmo texto aprovado nas duas casas. A MP da Eletrobras precisa ter sua aprovação concluída na próxima terça-feira (22), último dia antes de perder a validade.

Federação

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), entidade que representa os trabalhadores do setor de energia, criticou a aprovação da MP. Para ela, haverá aumento na conta de luz e impactos negativos para o meio ambiente. “O meio ambiente será afetado, com políticas de descaso como vem ocorrendo com a Vale do Rio Doce, que jamais se preocupou em proteger os biomas onde atuam e suas populações locais. Vender a Eletrobras é abrir mão das nossas bacias hidrográficas, do controle da nossa água, como a do Rio São Francisco”, diz um trecho da nota divulgada pela entidade.

Forró com tempero feminino no álbum de estreia da banda As Fulô do Sertão

Atuando desde 2015 no cenário musical piauiense, a banda As Fulô do Sertão se prepara para o lançamento do seu primeiro álbum. Com 11 faixas, sendo cinco autorais. “Como um beija flor” foi produzido e gravado em Juazeiro do Norte (CE) por Edinaldo Sóstenes, no EDS Stúdio. Dividido em 4 EPs, o trabalho conta com canções de importantes nomes do forró, como Flávio Leandro, Xico Bizerra e Ermano Morais, regravadas pelas piauienses.  O lançamento do primeiro EP, Despetalar, acontece no dia 24 de junho nas principais plataformas digitais de streaming: Spotify, Deezer, Youtube Music, Apple Music, dentre outras.

O álbum marca uma nova fase da banda - composta por Écore Nascimento (voz e sanfona), Adnayane Marins (voz e triângulo) e Tauana Queiroz (voz e zabumba) - tanto pela sonoridade explorada, quanto pela apresentação ao público de composições próprias. “Esse trabalho traz um outro sentido pra nossa carreira, uma representatividade no forró enquanto mulheres compositoras que contam e cantam suas histórias”, explica Tauana Queiroz.

Como um beija flor é nome de uma das faixas, composta por Davi Leandro, cantor e compositor pernambucano e por Ranier Oliveira, sanfoneiro cearense. “A escolha foi unanimidade. A canção é linda e dialoga com o sentimento desse projeto”, afirma Adnayane Marins. O álbum também traz canções de nomes do forró que são inspirações para o trabalho das artistas, como Flávio Leandro, Xico Bizerra e Ermano Morais e também de piauienses como Alexandre Rabello e Fagner Santos.

As capas são assinadas pelo artista plástico Marcos Pê e trazem a identidade nordestina em seus traços e formas que remetem a xilogravura. “Entregamos as músicas nas mãos do Marcos e deixamos que a sensibilidade dele como artista as representassem. Ficamos emocionadas com o resultado, que transmite com tanta verdade e poesia nosso trabalho”, comenta Écore Nascimento.

O álbum chega às plataformas pelo Nata Music Digital, selo musical que tem coordenação do poeta cantador pernambucano Flávio Leandro e do produtor Ivan Silva e busca engajar a música nordestina.

Fonte: Agência Brasil

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