Conheça a história da advogada Daniela Freitas, a nova vice-presidente da OAB Piauí; Estudo identifica enzimas que sobem em casos de traumatismo craniano

Conheça a história da advogada Daniela Freitas, a nova vice-presidente da OAB Piauí; Estudo identifica enzimas que sobem em casos de traumatismo craniano

A advogada criminalista Daniela Freitas tomou posse, nesta sexta-feira (14/01), como vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí. Foi eleita democraticamente para integrar a diretoria da entidade e representar a advocacia piauiense pelos próximos três anos (2022/2024).

Sua paixão pelo Direito iniciou ainda na infância. Filha de advogada, Daniela Freitas conta que tinha na figura materna uma inspiração, por meio da postura e da atuação profissional da mãe, Geloesse Gomes Correia Freitas, que também foi procuradora da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).

“Minha mãe sempre me inspirou para ser advogada e professora. Além de advogada, eu também sou professora, licenciada em Letras/Português pela Universidade Estadual do Piauí. Tenho mestrado pela Universidade Federal de Pernambuco. Iniciei no ensino jurídico e fui me apaixonando cada vez mais pelo Direito, por isso eu resolvi advogar. Ainda na escola, quando eu estava no ensino médio, eu já tinha o interesse em estudar e fazer o curso de Direito”, relata Daniela Freitas.

A nova vice-presidente da OAB Piauí atua fortemente na área do Direito Criminal, seara onde mulheres advogadas ainda encontram barreiras na atuação profissional. “A advocacia criminal é bem trabalhosa e peculiar. Você precisa e deve se impor para garantir um bom exercício profissional. Por isso resolvi ingressar na política da Ordem, em razão da representatividade para muitos jovens e mulheres advogadas que queriam ingressar na advocacia criminal e que tinham em mim uma referência”, destaca.

Daniela Freitas agora tem um novo desafio em sua vida: estar à frente da OAB Piauí e contribuir com as ações institucionais em prol da advocacia, sobretudo da sociedade. “Recebi essa missão e irei honrar com toda a minha dedicação e esforço. O meu objetivo é aproximar a sociedade da OAB, por meio das Comissões Temáticas e também fazer com que a sociedade volte a acreditar na OAB, enquanto sua guardiã, porque aqui é a casa da cidadania”, conta.

Trabalhar para proporcionar à advocacia mais dignidade no pleno exercício profissional para garantir a defesa dos direitos de seus constituintes é um dos sonhos e objetivos da atual vice-presidente da OAB Piauí. “Meu sonho é devolver a dignidade à advocacia. É termos uma advocacia que não tenha prerrogativas violadas, que seja uma gestão inclusiva e que possa cumprir com todos os nossos planejamentos e propostas de campanha. Esse é o meu sonho para que tenhamos uma gestão muito próspera”.

Para a jovem advocacia, Daniela reforça o valor da dedicação. “Não desistam. O início é sempre difícil. A advocacia não é para covardes, já dizia Sobral Pinto. Portanto, vejam na OAB um entidade que vai lutar ainda mais pelo fortalecimento da nossa profissão”, finalizou.

A advogada é casada com o advogado Francsico da Silva Filho,  onde os dois militam juntos em seu escritório criminalista.

Estudo identifica enzimas que sobem em casos de traumatismo craniano

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e publicado na revista científica Neurological Sciences, da Sociedade Italiana de Neurologia, identificou a elevação de algumas enzimas em situações onde ocorre trauma craniano. Dessa forma, se confirmado o estudo, será possível identificar o grau de intensidade desse tipo de trauma em pacientes e, dependendo do nível indicado, identificar as situações em que seja necessária a realização de exame tomográfico.

De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Faleiro, um dos pesquisadores que participaram do estudo, estando a enzima em níveis normais, a tendência é de que o trauma seja “de baixa intensidade”, não sendo então necessário fazer a tomografia.

“Apenas com um exame de sangue, você pode determinar se o trauma foi importante ou não”, explica o neurocirurgião, referindo-se à pesquisa que foi conduzida pelo grupo de estudo de lesões encefálicas traumáticas de Minas Gerais, que reúne pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG; da Santa Casa de Belo Horizonte; e do Hospital João XXIII. Segundo a UFMG, a investigação é inédita em humanos. Até então tinha sido feita apenas em animais.

Faleiro, que é médico do Hospital João XXIII, explica que esse exame pode ser usado em situações onde atletas tenham apresentado concussão durante atividade esportiva, como uma partida de futebol. “[Nessa situação,] podemos dosar a enzima. Se ela estiver aumentada, levaria à necessidade de afastamento. E se estiver normal, o jogador poderia continuar na competição”, disse ele ao citar um exemplo prático de aplicação do objeto de estudo.

O médico, no entanto, pondera que esta é apenas uma das perspectivas que o estudo abre. “Ainda está um pouco longe de se incorporar na rotina do hospital, mas, se em algum momento, o exame de sangue mostrar um custo-benefício interessante, isso pode ser usado na triagem dos pacientes”, complementou o neurologista referindo-se aos caminhos que a pesquisa abre para novas abordagens de traumatismo cranioencefálico.

Fonte: OAB-PI / Agência Brasil.

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