Flávio viaja aos EUA neste sábado e diz que vai defender o Pix
Senador participa de audiência sobre tarifas na segunda e recua de críticas ao sistema de pagamentos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca neste sábado (4) para os Estados Unidos, onde participa na segunda-feira (6) de uma audiência pública sobre as tarifas comerciais impostas pelo governo americano ao Brasil. Antes de viajar, o pré-candidato à Presidência afirmou que vai defender o Pix em solo americano, rebatendo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusa integrantes da oposição de agir contra os interesses do país nas negociações do chamado tarifaço.
A declaração foi dada durante o 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro. Segundo o senador, o sistema de pagamentos instantâneos é uma conquista do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Defendemos o Pix porque o Pix é do Brasil, foi criado no governo do presidente Bolsonaro, sem taxa. E eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix”, declarou.
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A postura marca um recuo de Flávio em relação ao discurso adotado por aliados nas últimas semanas. O irmão do senador, o deputado cassado e autoexilado nos Estados Unidos Eduardo Bolsonaro, chegou a sugerir a substituição do Pix pelo sistema americano Zelle, fala que gerou forte repercussão negativa e colocou o PL na defensiva.
Em documento formal encaminhado ao governo americano na quarta-feira (1º), no âmbito da investigação comercial aberta por Washington, Flávio classificou o Pix como infraestrutura pública soberana comparável ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos do Federal Reserve, e argumentou que a expansão da plataforma brasileira não reduziu a presença de bandeiras e empresas de cartão americanas no mercado nacional.
No mesmo documento, porém, o senador propôs o que chamou de “sinal decisivo” às autoridades dos Estados Unidos, uma legislação que impeça a interconexão do Pix com sistemas de liquidação financeira transfronteiriça ligados a países fora do eixo ocidental. Embora não cite nomes diretamente, a proposta mira iniciativas de países do Brics, sobretudo China e Rússia, que vêm ampliando alternativas próprias ao sistema financeiro internacional dominado por economias ocidentais.
Flávio defendeu ainda que o governo brasileiro avance na desregulamentação do setor de pagamentos privados, argumentando que cartões de crédito e débito seguem oferecendo serviços que o Pix não substitui, como crédito ao consumidor e parcelamento, e que menos regulação nesse segmento ampliaria a concorrência e beneficiaria a economia. Para o senador, qualquer sanção ou tarifa aplicada ao Brasil com base no Pix seria ineficaz, já que não alteraria a arquitetura do sistema e ainda prejudicaria investimentos de empresas americanas no país.
Fonte: Com informações do Correio Braziliense