PF diz que sanção dos EUA prejudicou operação contra esquema ligado ao PCC
Diretor afirma que divulgação antecipada alertou investigados e comprometeu prisões
A Polícia Federal afirmou que as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos contra investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) causaram prejuízos à Operação Exchange, deflagrada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico internacional de drogas. Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a divulgação unilateral das medidas pelo Departamento do Tesouro norte-americano acabou alertando os alvos da investigação antes da ação policial brasileira, obrigando a PF a antecipar o cumprimento dos mandados.
De acordo com Rodrigues, a investigação vinha sendo conduzida em cooperação com autoridades dos Estados Unidos desde 2024, mas a decisão americana de anunciar as sanções sem comunicação prévia alterou o planejamento da operação. Na avaliação da Polícia Federal, caso a divulgação tivesse ocorrido em momento posterior, seria possível localizar todos os investigados. Um dos principais alvos, apontado como integrante do esquema financeiro ligado ao PCC, segue foragido.
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A Operação Exchange cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em municípios do estado de São Paulo. As investigações apuram um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro que utilizava empresas e operações financeiras para ocultar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas. Segundo autoridades norte-americanas, a organização teria movimentado mais de US$ 30 milhões em diversos países, incluindo Estados Unidos, Europa e Ásia, com uso de criptomoedas e empresas de fachada.
Apesar das críticas ao procedimento adotado pelos Estados Unidos, a Polícia Federal destacou que a cooperação internacional continua sendo fundamental para o combate ao crime organizado transnacional. A corporação informou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos, localizar os foragidos e aprofundar o rastreamento dos recursos financeiros movimentados pela organização criminosa.
Fonte: Correio Braziliense