Montanha dos sete patamares
Montanha dos sete patamares
Já ouviu falar? É o título do livro de Thomas Merton. Livro “devorado” no final de semana. Qual a razão de ainda não terem beatificado e canonizado Thomas Merton? Segundo o site da canção nova Poucos livros religiosos foram tão influentes em nosso tempo quanto este e não à toa, pois foi considerado como Confissões do século XX, em elogiosa referência àquela que talvez seja a obra de espiritualidade mais famosa do Ocidente, escrita por Santo Agostinho. E a comparação procede: nestas páginas redigidas com uma sinceridade ímpar, e que já tocaram a vida de milhões de pessoas em todo o mundo, encontramos o extraordinário testamento espiritual de um jovem que, após mergulhar nas ambições que o mundo lhe propunha, descobre que nada do que fosse mundano seria capaz de saciar seu coração. Com esta obra de beleza incomparável, podemos compreender como nasceu o “fenômeno Thomas Merton” em todo o mundo, bem como o motivo pelo qual, setenta anos depois de seu lançamento, "A montanha dos sete patamares" ainda comove tantas pessoas. Qual o motivo de não o SANTIFICAR?
O que significa mesmo uma beatificação ou canonização? Thomas Merton sempre foi um típico católico antes mesmo de tornar-se de fato católico romano. A insaciação deste monge trapista reflete o mundo em todo o seu contexto? Certo mesmo é que muitos seres humanos vivem em busca do preenchimento do vazio. Qual o verdadeiro motivo de tantas viagens? O que faz as pessoas quererem “abraçar” o mundo? Não seria sabedoria reconhecer logo que o vazio somente será preenchido em Cristo Jesus? Mas os céticos indagam: quem está no púlpito geralmente é quem mais demonstra insaciação na vida?
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Generalizar é um erro grave. Existem inúmeros pregadores que de fato amam a Deus e suas maiores alegrias é ver o crescimento sólido do seu rebanho. Uma paróquia, uma Igreja é a demonstração clara de quem a administra. Igreja organizada; vida organizada. Por que será que quem tanto fala em Deus vive sempre insatisfeito? Thomas Merton relata em seu livro que ao primeiro contato com os sacerdotes; em particular os presbíteros falavam de tudo; menos sobre religião e sobre Deus. Virou mera profissão? Certo mesmo é que a Montanha dos sete patamares tece bons comentários sobre os monges e sua vida monástica. É como se o livro tenha se tornado um “cartão postal” da Ordem Trapista. Os Cistercienses são uma das ordens religiosas mais ricas materialmente!
A Montanha dos sete patamares foi escrito nas décadas de trinta e quarenta? Ainda hoje é lido. Mas quem escuta hoje em dia a voz do Papa? Os Mosteiros estão a cada dia mais vazios na Europa? Certo mesmo é que viver sem laços afetivos é algo muito difícil? Não se pode deixar de beatificar ou canonizar Thomas Merton apenas por seu grande amor à vida. Por que os evangélicos com liturgia crescem permanentemente? Cultivam o que ensina a Igreja Primitiva e os seus santos padres. Viver somente pra Cristo é possível?
O silêncio é mais eficaz e eloqüente do que palavras. Agostinho nos conta que, em seu processo de conversão, pegou um livro e o abriu e, leu a primeira seção sobre a qual caíram os seus olhos. O trecho que ele leu, em silêncio, foi: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não vos preocupeis com a carne para satisfazer seus desejos”. (Rm 13, 14).