Direto da Redação: A viagem no tempo – o progresso e o atraso
Cidades pararam no tempo, apesar de se tornarem importantes entroncamentos rodoviários
O progresso e o atraso
Leitor da coluna informa que esteve recentemente no sul do estado, onde não andava há bastante tempo. Assustou-se com os dois extremos: de avanços e recuos, lado a lado.
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A viagem no espaço
De um lado, o progresso na área dos cerrados – Uruçuí e Bom Jesus, com destaque especial.
Na outra extremidade, cidades que pararam no tempo, apesar de se tornarem importantes entroncamentos rodoviários, como Eliseu Martins – cidade praticamente de uma rua só, às escuras à noite, acanhada, com uma população equivalente ao número de eleitores. Será por isso mesmo?
Os crimes ecológicos
Em outra parte, grandes áreas no trajeto entre Cristino Castro e Colônia do Gurguéia, ou entre Canto do Buriti e Eliseu Martins, estão todas desmatadas – tudo devastado, nada plantado – e parte da planície dos cerrados também se tornou objeto da especulação e ocupação desordenada.
Os posseiros
Isso leva sempre a uma grande indagação: não está na hora de o Tribunal de Justiça estabelecer uma linha de revisão em todos esses casos que envolvem grandes aquisições, questões fundiárias entre posseiros e latifundiários, para verificar a licitude e legalidade e resolver definitivamente o grande drama da ocupação da terra no sul do Piauí?
E os grileiros
Toda aquela região é um manancial de problemas tão graves que o drama dos invasores e compradores de tudo, que estava no centro-sul do estado, está chegando à região de Piracuruca e Bom Princípio – e, por outras razões, há muito ocupou a região de Cajueiro da Praia.
A busca por solução para esse conflito antigo é grave e urgente.
Alysson Pêgo
O chefe do Mapa no Piauí, Alysson Pêgo, envia esclarecimentos sobre as notas mostrando-o dentro de um frigorífico da Friato, em Goiás.
Direito de Resposta
Prezado editor da coluna Direto da Redação, boa tarde!
Em relação às notas com os títulos “Parceria estranha I” e “Parceria estranha II”, veiculadas neste portal a partir do domingo (27), esclareço o seguinte: a viagem que fiz ao estado de Goiás neste último final de semana foi particular, com as despesas de passagens e hospedagem custeadas por mim. Já que sou o superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Piauí, esclareço também que a visita que fiz ao frigorífico Friato foi para conhecer as instalações da empresa, que está se instalando no nosso estado.
Me coloco à disposição deste portal para qualquer outra informação ou esclarecimento!
Abraço a todos,
Alysson Pêgo
Pronto. Tudo esclarecido?
Olha o decoro!
Você acredita numa missão parlamentar que vai discutir sobre o tarifaço dos EUA e, na reunião, um dos senadores se mostra de bermuda?
Liga, liga
E aí, quando é que Lula vai ligar pro Trump?
Chuva de honestidade
Cada parlamentar deveria decorar a letra desta música de Flávio Leandro:
“Quando o ronco feroz do carro-pipa
Cobre a força do aboio do vaqueiro
Quando o gado berrando no terreiro
Se despede da vida do peão
Quando verde eu procuro pelo chão
Não encontro mais nem mandacaru
Dá tristeza ter que viver no Sul
Pra morrer de saudades do sertão
Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente
Mas tem mão boba enganando a gente”
Reflexão
Ah, se fossem honestos! Porque, só assim, toda essa dinheirama que os enriquece já teria resolvido o problema da falta de água no sertão.
Bastariam apenas chuvas de honestidade.
Mão Santa só love
Mão Santa e Adalgisa estão com a filha Daniela, em Portugal.
Médica, Dani vive numa quinta nos arredores de Lisboa.