Direto da Redação: quando o aliado muda de lado
Vereador Petrus Evelin e a esquerda no caso do empréstimo da PMT
Todo alinhado
O vereador Petrus Evelyn, até então um dos nomes mais identificados com a oposição ao PT, surpreendeu colegas ao se alinhar à bancada petista na Câmara de Teresina. Ao lado do petista João Pereira, pediu vistas do projeto que autoriza a Prefeitura a contrair novo empréstimo de R$ 435 milhões.
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Mudou?
O gesto, que segundo afirma Petrus, é sinal de independência e lisura de sua parte, foi lido como uma aproximação política com o grupo que orbita o Palácio de Karnak, e como um distanciamento do prefeito Silvio Mendes, a quem vinha poupando nos últimos meses e que agora o vem enfrentando publicamente gerando até da parte de Petrus uma ação na justiça por falta de transparência.
Movimentos e articulações
Nos bastidores, comenta-se que Petrus tem dialogado com figuras próximas ao governador Rafael Fonteles e ao PT municipal e isso pode ser uma articulação para sua futura candidatura a presidência da casa, o que acabaria com a articulação de Bruno Vilarinho.
O que dizem do executivo Silvista?
Um secretário da prefeitura disse que não acredita no argumento público de que a decisão do vereador foi técnica — “precisamos analisar com cuidado” —, para ele a leitura política é outra: o vereador estaria costurando espaço em futuras alianças, de olho em 2026 como deputado ou numa recomposição do comando da Câmara.
Os aliados de Petrus
Já outro secretário aliado de Petrus diz que na verdade o vereador só tem mostrado sua independência e que não é subserviente ao prefeito e muito menos a aquilo que ele quer ou deseja. Apesar de ter sido eleito por um partido da base de Silvio o PP, as ações de Petrus são o que se espera dele tanto no executivo, quanto e principalmente do seu eleitorado.
E o prefeito?
Do outro lado, Sílvio Mendes (União Brasil) tenta emplacar a narrativa de que o novo empréstimo é mera “substituição de dívida” para reduzir juros e gerar economia de R$ 100 milhões. O problema é que o tema chegou à Câmara sem diálogo prévio e reacendeu o mal-estar entre Executivo e Legislativo, inclusive dentro da própria base.
Efeito dominó
A suspensão da votação acendeu o alerta no Palácio da Cidade. O pedido de vistas atrasou a operação financeira e expôs a fragilidade da articulação política do governo municipal. Na prática, o recuo de Petrus deu ao PT a chance de se apresentar como “fiscal” das contas de Sílvio, um papel que até ontem era dele.
E o Pedro?
A sensação que fica é que a política de Teresina, que já andava em clima de ressaca, ganhou nesta terça-feira um novo vilão que deu causa ao pedido de vistas feito pelo presidente do PT municipal, João Pereira.
Sabe quem é o vilão? Ele tem nome: Pedro Alcântara, do Progressistas.
A briga grande
Suplente, Alcântara voltou à Câmara com seu estilo inflamado, apontando o dedo para o governador Rafael Fonteles e os gastos com bandeiras, mas acabou acendendo um incêndio dentro da casa entre a base do prefeito e a oposição, que viviam em clima de trégua.
Pedro e o Lobo
Tudo isso foi o suficiente para a casa pegar fogo. O simples retorno de Pedro revirou o tabuleiro e, como disse o petista Venâncio Cardoso, “antes da volta dele tudo era aprovado; bastou Pedro voltar, que o gosto ruim voltou junto”.
A frase resume o clima, onde a Câmara, que vinha aprovando os projetos da Prefeitura com certa harmonia, travou de vez e o empréstimo não passou e pelo jeito, não vai passar .
Alerta
A Polícia Federal pediu a prisão preventiva do desembargador José James Gomes Pereira, do Tribunal de Justiça do Piauí, por suposto recebimento de propina de empresários para vender sentenças em processos de disputa de terras. O pedido foi negado pelo ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, que afastou o desembargador por um ano.
Investigação
"Existem indícios suficientes de que o desembargador José James Gomes Pereira utiliza-se de sua condição para comercializar decisões", afirmou o ministro do STJ.
Figura Central
O Ministério Público Federal apontou que o desembargador é "figura central do esquema criminoso de venda de decisões.
Outro lado
Procurados, o desembargador e o TJPI não res-ponderam. Quando José James foi afastado do cargo, no início do mês, otribunal disse ter "compromisso com a legalidade".
José James
O desembargador José James está na edição de hoje do Estadão. Numa bem esculpida charge, ele aparece tendo sua prisão preventiva sido pedida pela PF, mas o STJ só manteve o sei afastamento por um ano.
James é acusado de venda de sentença.
E os outros?
Além dos nomes ja divulgados, a PF está na caça dos atravessadores, dos lobistas, que fazem os negócios, recebem a grana e depois repassam para os magistrados.
O espaço está cheio deles.
É o cara!
Os investigadores tem o endereço de um advogado que mora em Teresina que já passou por vários desembargadores. Na medida que os “chefes” iam se aposentando ele mudava de gabinete.
E fazendo dinheiro. James parece não ser o último.
Na próxima chegada do “japonês” da federal se saberá.
Agora deu!
Agora é que ficou mais confusa a história da viagem de Filipe Martins aos EUA.
“O delegado Shor, da PF, cogitou que Filipe Martins teria simulado uma “falsa entrada” nos EUA para ser preso preventivamente, para, futuramente, alegar que é vítima de perseguição, e com isso atacar as instituições e autoridades”, descreve o advogado Jeffrey Chiquini