Direto da Redação: o asfalto de Teresina e a conta paga
Construtora da família de Marcelo tem dez anos para restaurar asfalto na capital
Olha aí, Silvio!
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Aqui vai uma boa dica para o prefeito Silvio Mendes, e que vai permitir uma grande economia aos cofres do município de Teresina. Ninguém comentou, e parece que todos se esqueceram disso, mas a equipe de jornalismo do PortalAZ descobriu um termo de ajuste de conduta (TAC) entre a prefeitura de Teresina, o Ministério Público e a construtora Ótima, que obriga a construtora a restaurar todo o asfalto que fez na cidade, pelo prazo de 10 anos.
O asfalto e a conta paga 2
Considerando que essa construtora fez quase 500 km de asfalto ao tempo de Dr. Pessoa, dá para se ter uma ideia de que Silvio não terá de contratar asfalto novo na cidade por um belo e longo período.
O faz-tudo já sabia
Mas Silvio tem que exigir de Marco Ayres que a construtora do irmão do Marcelo Castro, o senador do asfalto, e que é gerida pelo sobrinho Rafael, realmente deixe de produzir o asfalto Sonrisal, que desaparece e se desmancha com as primeiras chuvas.
Não foi assim, Pessoinha?
O asfalto e o TCE
E olha que o Tribunal de Contas do Estado, na pessoa do Dr. Jailson Campelo, impediu que a prefeitura de Teresina, no apagar das luzes da gestão de Dr. Pessoa, firmasse um novo contrato com a construtora Ótima, por adesão de ata de registro de preços de uma cidade no interior do Maranhão, no valor de mais de R$ 300 milhões.
Nesse caso, Silvio Mendes herdaria o castigo e reprimendas, e o grupo do ex-prefeito levaria os louros e prêmios.
O asfalto e o TCE 2
Dá para imaginar como seria desastroso e ilegal Silvio Mendes ter que pagar R$ 300 milhões pelo asfalto que já estava pago, ainda mais com a exigência do termo de ajuste de conduta — o TAC dos 10 anos.
Mesmo que viesse uma grandiosa emenda do senador Marcelo Castro para a festa ou a farra familiar.
E de alguns amiguinhos próximos.
A nota de Kennedy
A redação encaminhou ontem mensagem a Kennedy Barros, presidente do TCE, cobrando uma posição do tribunal sobre esses contratos assinados pelas construtoras da família do senador Marcelo Castro.
Barros, que já rodou o mundo na comitiva de Rafael Fonteles, encaminhou nota avisando que os fatos elencados pelo Portal AZ estão sendo apurados.
Oração do Dia
Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos”.
📖 Marcos 8:34-38 BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
O preço da desistência
Se, por esses dias, você ver no Diário Oficial da União a nomeação do deputado Oliveira Neto em cargo federal, no Ministério da Ação Social, já sabe a razão.
É o pagamento pela cessão da vaga de candidato a deputado estadual para Vinícius, filho de Wellington Dias.
É sério ou não é?
Mas se imagina que isso seja boato por se acreditar que o jovem deputado seja sério e não irá se submeter a essa patifaria.
Não é mesmo?
O episódio da candidatura de Vinícius Dias a deputado estadual escancarou a disputa interna no PT. E mexeu nos interesses de Wellington e nas forças contrárias a ele.
As forças contrárias ao índio
Os movimentos recentes do Partido dos Trabalhadores no Piauí revelaram algo que já vinha sendo percebido nos bastidores: as forças contrárias aos desejos do senador Wellington Dias continuam dando as caras. E não de forma discreta — mas pública, ruidosa e politicamente custosa.
A trama de Fábio Novo
O presidente do partido, deputado estadual Fábio Novo, veio a público afirmar que não havia condições políticas para que o filho do senador disputasse uma vaga na Assembleia Legislativa. A declaração não foi ambígua. Foi direta. Foi política. E foi interpretada como um sinal claro de resistência dentro do próprio PT à influência e às decisões de Wellington Dias.
Mas Fábio terminou recuando
Mas a política, especialmente quando envolve lideranças de peso, raramente permite declarações definitivas.
Menos de 24 horas depois, o que se viu foi um movimento típico de contenção de danos:
uma verdadeira operação de apagar incêndio, articulada diretamente a partir do Palácio de Karnak.
O recuo foi rápido.
Silencioso.
E revelador.
Porque o governador Rafael Fonteles já percebeu algo fundamental: qualquer tipo de conflito público com Wellington Dias gera desgaste político imediato — e desgaste, em ano pré-eleitoral, se traduz em perda de votos.
Não se trata apenas de respeito institucional.
Trata-se de cálculo político.
Rafael é matemático, pode não saber fazer contas para ajeitar a economia do Estado, mas sabe que Wellington continua sendo uma liderança com capilaridade, memória eleitoral e influência real dentro do partido e fora dele.
Criar atrito com essa liderança não fortalece o governo — fragiliza.
Decisão pragmática
Por isso, a decisão de liberar espaço na chapa para Vinícius Dias foi praticamente automática.
Foi uma decisão pragmática.
Não ideológica. Não programática. Mas eleitoral.
Ao mesmo tempo, o episódio revelou outra fissura importante:
os deputados do PT parecem cada vez mais preocupados consigo mesmos.
Não há projeto coletivo
Cada mandato virou uma trincheira. Cada vaga, uma disputa individual. Cada decisão, um cálculo de sobrevivência política.
No PT não há projeto coletivo visível.
Há autopreservação.