A nossa defesa é a do Cristo Católico!

A nossa defesa é a do Cristo Católico!

Em período eleitoral as paixões se exasperam e muitos tendem a detectar a opção por determinado candidato ou candidatura. Geralmente os Sacerdotes de Cristo são indagados sobre suas escolhas. Não tem escolhas e muito menos adesão. A defesa nossa é a de Cristo Católico! Prontamente é correto todo bom Presbítero Católico responder assim. Sim, mas isso significa acentuar a separação entre Religião e Política? Não necessariamente; apenas refletirá o grau de consciência de que em um rebanho existem inúmeras opções; consequentemente o seu opinar pode distorcer visões.

O campo político é um campo de atuação laical. Os leigos devem se encarregar diretamente dos aspectos políticos existenciais; um dever do católico leigo é Atuar na política, diz o Papa Francisco. É uma das formas mais altas de caridade. O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de longa tradição católica. Essa derrocada dos princípios cristãos deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, professam outras doutrinas. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, o Papa Bento XVI, por ocasião das eleições de 2010, lembrou aos bispos brasileiros que "quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".

A Equipe Christo Nihil Praeponere diz que O Papa Francisco recordou um ensinamento grave da Igreja acerca da participação dos leigos na política. Respondendo à pergunta de um jovem, o Santo Padre afirmou que Os Leigos tem que se envolver na política, porque ela é uma das formas mais altas de caridade". Questionou ainda as razões pelas quais ela está "suja": "está suja por quê? Por que os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico?". Para o Pontífice, o fiel não pode se fazer de Pilatos e lavar as mãos. "É fácil colocar a culpa nos outros, mas e eu, o que faço?", perguntou Francisco ao grupo de estudantes do Col&eacut e;gio Jesuíta da Itália, durante um encontro no Vaticano.

A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse "dai a César o que é de César e a Deus o que é Deus", não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Ademais, continua o Catecismo, "a recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política", (2242). E aqui deve-se trazer à memória o testemunho contumaz de vári os santos, como São Thomas More, que sofreram o martírio por se recusarem a obedecer leis contrárias à reta moral. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que "se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências" (1903). 

 Portanto, até à morte; atentai bem! A nossa defesa é a Defesa do Cristo Católico.

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